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CDHU construirá 580 novas unidades habitacionais em Guarujá

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Serão 340 unidades para famílias removidas do bairro Santa Rosa e mais 240 da comunidade da Prainha. Programa Vida Digna foi criado pelo Governo do Estado especificamente para a erradicação de palafitas

O prefeito de Guarujá, Válter Suman, assinou, na manhã desta quinta-feira (23), convênio com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Governo do Estado. Com isso, está oficializada a construção de 580 unidades do Programa Vida Digna, do Governo do Estado, destinado à erradicação de palafitas na Baixada Santista.

— Leia também: Vereadores definem plano de trabalho da Comissão Processante

Em Guarujá, serão beneficiadas 340 famílias das imediações da Rua Padre Donizete, no bairro Santa Rosa, que ocupam área de mangue, além de 240 da comunidade da Prainha, no canal do estuário.

O plano de trabalho prevê que as licitações e obras serão responsabilidade da CDHU, cabendo à Prefeitura a disponibilização de áreas para a construção dos edifícios, que terão quatro pavimentos.

As novas unidades serão erguidas em áreas municipais já preparadas para receber moradias dessa natureza, contíguas a dois conjuntos habitacionais já existentes. As 340 relativas às famílias do Santa Rosa ocuparão o projeto denominado ‘Guarujá O’, no Cantagalo, onde já existem prédios com 400 apartamentos habitados.

As 240 famílias da Prainha serão contempladas no projeto ‘Guarujá N’, ao lado do Conjunto Parque da Montanha, onde já estão ocupados 419 apartamentos.

“Uma das nossas metas é reduzir drasticamente o número de famílias vivendo em áreas de risco. Esse programa estadual soma-se a outros já em execução na Cidade e que vêm apresentando resultados muito satisfatórios na drástica redução do déficit habitacional do Município”, destaca o prefeito de Guarujá.

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Guarujá é uma das cinco cidades da Baixada Santista contempladas pelo programa estadual ‘Vida Digna’, de erradicação de palafitas na Baixada Santista, anunciado pelo governador João Doria em Santos no último dia 7 de agosto.

Ao todo, o Governo do Estado pretende investir R$ 600 milhões na construção de 2,8 mil novas unidades habitacionais em Guarujá, Santos, São Vicente, Cubatão e Praia Grande.

“É o maior investimento estadual em habitação em toda a história, beneficiando mais de 15 mil pessoas. E Guarujá foi escolhida a dedo para integrar esse rol de cidades”, destaca o secretário executivo de Habitação do Estado, Fernando Marangoni. “A Prefeitura tem sido grande parceira no gerenciamento desse projeto, possibilitando a agilização dos trâmites, e certamente vamos ter o início das obras antes do que se imagina”, complementou.

Só em 2021, 1.469 novas moradias em Guarujá

E as conquistas no setor continuam a passos largos em Guarujá. As 580 unidades do ‘Vida Digna’ juntam-se a 240 outras moradias, também no Cantagalo, onde, graças a uma parceria do Município com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, serão erguidas unidades para vítimas dos deslizamentos decorrentes da tempestade que assolou o Município em março do ano passado.

Há no radar, ainda, 649 unidades do convênio com a Santos Port Authority (SPA), que vai remover famílias da Prainha de área de expansão portuária, totalizando 1.469 unidades, do início do ano até agora.

“Assim, somando projetos e iniciativas, vamos, paulatinamente, nos aproximando cada vez mais do nosso objetivo final, que é proporcionar moradia digna a todos os cidadãos de Guarujá”, frisa o secretário de Habitação de Guarujá, Marcelo Mariano.

Avanços se somam

Nos últimos quatro anos, Guarujá avançou bastante no que se refere a ações de regularização fundiária e produção habitacional. De 2017 a 2020, o Município produziu mais unidades habitacionais que nos 19 anos anteriores: foram 974, contra 937 erguidas no período entre 1997 e 2016.

Dessas 974 unidades, 400 estão no Conjunto Cantagalo e outras 574 do Parque da Montanha, das quais 419 já foram entregues, com as demais sendo entregues até o final de 2021.
De 2017 para cá, 2.729 títulos de regularização fundiária também foram entregues, em Santa Cruz dos Navegantes e Morrinhos 3, ajudando a mitigar o déficit habitacional do Município.