Defesa Civil em Guarujá interdita 477 moradias

Da Redação

As ações de fiscalização de moradias em áreas de risco em Guarujá já interditou 477 até esta quarta-feira (11). O próximo boletim deve ser informado nos próximos dias, pois as ações de fiscalização prosseguem e são realizadas pela Coordenadoria de Unidades de Prevenção e Educação da Defesa Civil Municipal, em função da tragédia causada pela tempestade dos últimos dias, que vitimou centenas de pessoas na Cidade.

O órgão vem intensificando as operaões para reduzir riscos de mais deslizamentos nos morros da Cidade em caso de novas chuvas nos próximos dias. Em Guarujá, foram registrados sete deslizamentos, com as situações mais críticas nos morros Morro da Bela Vista (Macaco Molhado) e Barreira do João Guarda.

O maior número registrado é no Morro da Bela Vista (Macaco Molhado), na Vila Edna, com 143 interdições já realizadas. Depois, vem Vila Baiana (112), Barreira do João Guarda (92), Morro do Engenho (62), Jardim das Flores (34), comunidade Vale da Morte, no Jardim Vitória (25), seguido pelo Morro da Cachoeira (6) e Morro da Vila Júlia (3).

Parte dessas interdições aconteceu após vistorias da Defesa Civil Municipal em parceria com os Institutos de Pesquisas Técnicas (IPT) e Geológico (IG) do Estado, que seguem critérios técnicos para determinar se as casas possuem condições de ser habitadas ou interditadas.

Critérios de interdição
Esses critérios levam em conta a instabilidade do terreno, trincas e rachaduras, distância entre a moradia e a encosta, escorregamentos antigos e dano estrutural. Se houver a constatação de danos estruturais, com trincas em colunas e vigas, por exemplo, a interdição pode ser permanente ou até mesmo demolida. Caso contrário é autorizada a reocupação, porém com orientação para que continuem sendo seguidos os parâmetros do Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC).

De acordo com o diretor da Defesa Civil de Guarujá, Átila Gregório, muitos moradores de áreas de risco da Cidade, inclusive, tomaram a iniciativa de abandonar suas residências. “Ao perceberem sinais de perigo, por conta da grande precipitação de chuvas, as pessoas deixaram suas residências, em cumprimento aos protocolos estabelecidos pelo PPDC. Este que é um trabalho contínuo e extensivo realizado no Município durante o ano todo”.

(Foto: PMG)

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