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Obras visam evitar alagamentos | Rogério Bonfim/PMS

Santos

Obra contra alagamentos avança na Zona Noroeste de Santos

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Obras visam evitar alagamentos | Rogério Bonfim/PMS
Obras visam evitar alagamentos | Rogério Bonfim/PMS

Sistema progride com a cravação de estacas para a fundação

A prefeitura de Santos informou que o sistema para evitar alagamentos na Zona Noroeste está em andamento. A primeira obra de comporta, canal e estação elevatória vinculada ao Programa Santos Novos Tempos (EEC7), progride com a cravação de estacas para a fundação. O sistema vai complementar as intervenções de engenharia de macrodrenagem da bacia da Avenida Haroldo de Camargo e deverá ficar pronto em 24 meses.

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A secretária de Infraestrutura e Edificações, engenheira Larissa Oliveira Cordeiro, informou que a fundação da obra é feita com estacas-prancha, indicadas para solos moles e cravadas a uma profundidade de 50 metros. “Ao mesmo tempo, está sendo construída a mureta da parede de diafragma”, disse.

Ainda, ela explicou que “A parede de diafragma é um método de engenharia de fundações para estabilizar a cavidade da obra e equilibrar a pressão causada pelas águas subterrâneas, o lençol freático”.
No total, o programa de macrodrenagem Santos Novos Tempos prevê a instalação de 14 sistemas de comportas e 13 estações elevatórias até 2028 para evitar alagamentos por marés mais altas e chuvas intensas nas áreas que estão abaixo destes níveis. Trata-se de um plano multidisciplinar que inclui iniciativas nas áreas habitacional, viária e social, para beneficiar, diretamente, cerca de 120 mil moradores de 12 bairros da Zona Noroeste e entorno.

Proteção contra alagamentos

Conforme detalhou, em caso de chuva fraca coincidente com maré baixa, as comportas permanecerão abertas e a água fluirá, por gravidade, para o Rio dos Bugres. Com maré baixa e chuva forte, parte da água poderá ser retida pelas comportas.

Na junção de chuva fraca e maré alta, as comportas serão fechadas e a água ficará armazenada no reservatório de acumulação, com capacidade para 4,250 milhões de litros (o correspondente a três piscinas olímpicas). Neste caso, as bombas retirarão gradativamente a água retida, lançando-a no rio.

Em situações de chuva forte e maré alta, as comportas permanecerão fechadas, com todas as bombas funcionando ao mesmo tempo para lançar o volume de água represada no Rio dos Bugres.

Retenção de resíduos sólidos

Para conter todo o lixo que é levado com a chuva, o que provoca entupimentos no sistema e danos ambientais, a estação elevatória contará com um dispositivo no canal de deságue. Serão implantados cestos e grades para reter o lixo, em ambos os lados das comportas, todos em aço inox 316L (aço cirúrgico), que não enferruja, garantindo a durabilidade por mais de cem anos.

A estação elevatória está sendo construída em parte do mangue que já foi aterrada com recursos de empréstimo do Banco Mundial. Terá três bombas de sucção de 2m³ por segundo cada, com vazão total de 6m³ por segundo, a diesel, para funcionar mesmo durante as tempestades. Isso significa que a cada segundo, o volume de seis caixas d’água de mil litros serão sugadas pelas bombas, capazes de encher uma piscina olímpica em apenas cinco minutos.

Projeto revisado

Os projetos da comporta, canal e estação elevatória Haroldo de Camargo foram atualizados, o que permitiu o aperfeiçoamento das tecnologias adotadas, com redução das técnicas construtivas empregadas e diminuição do tempo de obra. Tudo isso resultou em uma obra com custo mais baixo e com segurança técnica e durabilidade igual ou superior, segundo informação do engenheiro Marcio Lara, gerente do Programa Santos Novos Tempos.

Na implantação desse sistema contra enchentes são investidos R$ 37,5 milhões, dos quais R$ 22 milhões são recursos de empréstimo do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), liberados pelo Programa Avançar Cidades, em parceria com a Caixa Federal. O restante, R$ 15,5 milhões, é contrapartida do orçamento municipal. Os trabalhos são executados pela Terracom, empresa vencedora da licitação.