Opinião – Até quando esperar?

Até quando esperar?
Todo ano é sempre igual. Verão é tempo de tempestades e chuvas intensas, independente dos processos climáticos que influenciam em maior ou menor grau a intensidade da água que desce dos céus. E a história se repete nas cidades, que por falta de planejamento urbanístico eficiente, sofrem com enchentes e alagamentos nesses momentos.
Quem assume o ônus da displicência dos governos com a questão da urbanização é a população mais pobre, que se amontoa nos barrancos e morros das cidades, ou avança sobre áreas alagadas em aterros mal executados, precarizando ainda mais a situação social precária em que sobrevivem.
Todos os anos vemos cidades ruindo com a força da natureza e todos os anos vemos ações sendo proclamadas sobre um futuro melhor, mas nada é realmente realizado no dez meses que se sucedem a essas declarações públicas. Até que o verão retorna e traz suas águas junto, para um novo ciclo de sofrimento e promessas.
A reflexão dos erros do passado nos ensina sobre o futuro. Em Guarujá, a prefeitura sob o governo do médico Válter Suman conseguiu resgatar o tempo perdido em administrações passadas e melhorar e muito o quadro de alagamentos na cidade.
Mas esse é um trabalho de persistência e a hora de avançar é hoje. Amargamos mais de uma década para que um projeto como o do bairro Santo Antonio seja iniciado. É muito tempo de sofrimento. Até quando esperar?

 



Material escolar
Passado pouco mais de uma semana de início do ano letivo, começou nesta semana a entrega do material escolar aos mais de 34 mil alunos da Rede Municipal de Ensino de Guarujá. O kit é composto por papel sulfite, caderno, lápis, pasta, caneta, apontador, tesoura e giz de cera, entre outros, conforme nível de ensino.

Avante!
Para o vice-prefeito e secretário de Educação, Esporte e Lazer (Sedel) de Guarujá, Renato Pietropaolo, a entrega dos kits escolares, todos preparados de acordo com o nível de ensino, representa um investimento pedagógico importante para o desenvolvimento da criança. Como diz o governo, “o trabalho é a melhor resposta”. Avante!

União
Vem novidades em breve para os moradores dos bairros da Barreira e Canta Galo. Na última semana, o empresário Dedé do Adélia e o líder comunitário Diego Biro estiveram na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) e, juntamente com o deputado estadual Paulo Corrêa Jr. (Democratas), conseguiram emenda parlamentar para a construção de uma nova Unidade de Saúde da Família (Usafa) para moradores dos bairros. A emenda tem o valor de R$ 300 mil reais.

Corte
Para iniciar as comemorações do carnaval em Guarujá, a corte carnavalesca da Cidade foi recebida no Gabinete da Prefeitura nesta quarta-feira (12), para a cerimônia da tradicional entrega da chave da Cidade ao Rei Momo.

Carnavalesca
Os membros da corte, indicados cada um por uma escola de samba da Cidade, é composta pelo Rei Momo Alex da Silva Santana, a Rainha Raphaella Almeida Assumpção, a Princesa Fernanda Souza Barros, o Cidadão e a Cidadã do Samba Benedito Barros e Elizete Santos da Silva, e o Guardião Luan Araujo de Souza do Carnaval 2020.

Programação
A programação do Carnaval 2020 em Guarujá está imperdível, com atrações por toda a cidade. Confira nesta edição os locais e caia na folia.

Atenção
A Saúde de Guarujá (Sesau) está realizando ações com o objetivo de reforçar à população, os cuidados necessários contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Dengue
As atividades começaram na última segunda-feira (10) e continuarão até domingo (16), em diversos locais da Cidade. A mobilização faz parte da 1ª Semana Estadual de Combate ao Aedes aegypti.

Dengue II
Com foco especial na eliminação de criadouros do mosquito, o cronograma da semana de mobilização é um reforço das ações de prevenção que vêm sendo realizadas pela Sesau, que englobam desde orientações aos munícipes até apresentação lúdica com fantoches para as crianças. Depois da visita, é dever do cidadão cuidar de sua casa para não abrigar focos do mosquito. O combate depende de todos nós!


O respeito à liturgia
Gaudêncio Torquato

Cada governante com suas manias. Idi Amin, ditador de Uganda, dizia que conversava com Deus. Um jornalista jogou a pergunta: “quando”? Ele: todas as vezes que se faz necessário. Um contador de lorotas. A história registra casos de governantes que se colocavam em pé de igualdade com Deus. Em Gana, os ganenses comparavam o ditador Nkrumah a Confúcio, Maomé, São Francisco de Assis e Napoleão. Ele é “imortal, nosso messias”. Franco proclamava-se “Caudilho da Espanha pela graça de Deus”.
Giscard D’Estaing, chegando à presidência da França, inventou maneiras de popularizar sua imagem. Tocava acordeon em praças públicas, andava a pé por Paris, ia ao teatro com a família, tomava café com varredores de rua, desfilava com seu cão amestrado. Um adepto do dandismo, fenômeno que explica pessoas que têm o prazer de espantar. Foi criticado por exagerar a dessacralização do poder.
Nisso, inspirava-se em Luis XIV, o rei que se exibia em Versailles montado em seu cavalo crivado de diamantes. Dizia ele: “os povos gostam de espetáculo, com o qual dominamos seu espírito e seu coração”.
Já outros se levam mais a sério. Convidado numa festa a tocar cítara, Temístocles, o ateniense, altivo e poderoso, respondeu: “não sei tocar música, mas posso fazer de uma pequena vila uma grande cidade”. De Gaulle, eis um general que impunha respeito. Não precisava se enfeitar nem adoçar as palavras para impor autoridade. John Kennedy brilhava na frente de uma câmera de TV. Nixon, por sua vez, era uma lástima.
O fato é que os governantes, cada um a seu modo, se esforçam para dar brilho à imagem. E, frequentemente, trocam a semântica pela estética, o conteúdo pela forma. Quando o exagero sobe a montanha, a imagem se esfarela. O povo capta bem a fosforescência artificial de certos mandatários. Por isso, alguns sobem, outros descem.
Vejamos a questão da identidade – (do idem, latim, semelhante), abrangendo a história, o pensamento, a índole, as ações de um governante. Quando ele monta um circo ao seu redor, e esse circo passa a oferecer um espetáculo cotidiano, acaba contribuindo para tirar a força do conteúdo. Quando substitui a coisa maior pela menor, desmonta a liturgia do poder. Liturgia necessária para resguardar credibilidade. A banalização de situações arrogantes, com cargas de desleixo, embrulhadas em versões falsas, é um golpe na liturgia das instituições e de seus ocupantes.
Um presidente, um magistrado, mesmo um representante da esfera parlamentar, autoridades de quaisquer áreas se vestem com um manto litúrgico. Sob o qual se abrigam os valores do respeito, da ordem, da credibilidade, da disciplina, da norma imposta pelo cargo. Quando um destes figurantes maltrata uma liturgia criada pelo dever e princípios que regulam os comportamentos da autoridade, está ele rebaixando o seu conceito.
Deve-se respeitar as pessoas como elas são. Mas é sábio que todos procurem preservar a ordem que se estabelece para cumprimento retilíneo das tarefas que cabem a quem se investe de poder. É respeitável a figura que desce do altar para conversar com as pessoas nas ruas, nas praças, nos ambientes de trabalho. Mas há uma linha tênue que deve ser observada, a linha que separa a responsabilidade da demagogia, a seriedade do populismo.
Pequeno exemplo. O Brasil político de 2020 foi aberto com dois atos que integram a agenda nacional: a abertura do ano parlamentar, com sessão conjunta do Senado e Câmara; e a abertura do Ano Judiciário, com ato solene no Supremo Tribunal Federal. Esses eventos sempre contaram com a presença do mandatário-mor da Nação, o presidente da República. Que não compareceu, decidindo priorizar a colocação de uma pedra em terreno para construção de um colégio militar em São Paulo.
Um desprestígio para as esferas política e judiciária. Possivelmente, os próprios militares, que cumprem rigorosamente a liturgia da caserna, tenham desaprovado, em seu íntimo, aquele gesto presidencial.
O general Temístocles, o general De Gaulle e tantos outros grandes personagens deram exemplos de grandeza e autoridade. Mulheres também. Margareth Tatcher foi zelosa governante. Imbuída de princípios. Tinha um repertório cheio de grandes ideias. Até o Brasil mereceu dela esta reprimenda: “Parece-me bem claro que o Brasil não teve ainda um bom governo, capaz de atuar com base em princípios, na defesa da liberdade, sob o império da lei e com uma administração profissional.”

Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP


Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vou exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada. Mas espera aí? Espera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai ali passear nas praias do Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu.
Ministro da Economia, Paulo Guedes, ao defender a alta do dólar

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