Opinião Prova de resistência na saúde pública

Prova de resistência na saúde pública

O novo coronavírus não é mais uma ameaça distante. A doença já chegou ao país e está mais próxima do que gostaríamos. Mais do que nunca, é preciso que as autoridades governamentais saiam na frente e mostrem que estão, de fato, preparadas. Afinal, o sistema de saúde do país não tem estrutura para adicionar o novo corona aos problemas com a dengue, chikungunya, sarampo e febre amarela.
Além disso tudo, a preocupação da população da Baixada Santista com a constatação de seis possíveis casos do novo coronavírus na região tem causado um certo pânico e já é grande a procura por embalagens de álcool gel e máscaras, nas farmácias.
Pudera, aqui no litoral, acionar a torneira de água para lavar as mãos com tanta frequencia vai de encontro ao princípio das campanhas de economia de água. Especialmente no verão, aqui sinônimo de falta de água, ainda que estejamos no final da temporada.
A concentração de núcleos habitacionais onde o saneamento já é precário torna-se um fator extra de preocupação que precisa de atenção das autoridades locais, já que nesses núcleos se encontra uma densidade maior de idosos e crianças.
Que a informação e a ação preventiva nos ajude a enfrentar mais essa dura prova de resistência em saúde pública, pois o novo coronavírus tem baixa taxa de letalidade, mas mata.

 



Reclamação
A postagem da Câmara de Guarujá informando sobre a pavimentação de mais de 100 ruas na cidade causou uma onda de reivindicações de moradores de outras partes da cidade. As reivindicações foram respondidas com o compromisso de que a Câmara estaria atenta aos serviços realizados e à fiscalização sobre a qualidade dos mesmos.

Democracia
Executivo e Legislativo atuantes são pilares da democracia e exemplos de como os poderes constituídos são importantes para o nosso desenvolvimento como sociedade. Parabéns aos envolvidos.

HSA
Na véspera de carnaval o Hospital Santo Amaro recebeu uma boa notícia do Corpo de Bombeiros, com a expedição do Auto de Vistoria do órgão, com validade até janeiro de 2023. O documento é uma conquista para a instituição, e motivou muita comemoração na diretoria e por parte do prefeito Válter Suman.

Investimentos
O documento contempla também a todos os parceiros que trabalham na instituição e seus equipamentos, as clínicas de imagem, a faculdade de medicina e o hospital Don Domenico. O investimento realizado pela Associação Santamarense, no período de obras e adequação do complexo (2017 a 2020) foi de R$ 1.200 mil.

É pop!
O presidente Jair Bolsonaro é pop e quer continuar assim. Hospedado em Guarujá de quinta-feira até terça de Carnaval, ele curtiu a cidade como um verdadeiro turista. Ou político. Almoçou com políticos, passeou no mar, curtiu a praia, conversou com apoiadores e fãs que enfrentaram chuva e sol por uma oportunidade de vislumbrar o presidente, passeou de motocicleta, conheceu o prédio do tríplex do ex-presidente Lula, tomou cafezinho na padaria.

Leveza
Apesar da leveza dos dias de carnaval, Bolsonaro viajou após uma semana difícil na qual discutiu com ministros o texto da reforma administrativa (serviço público), que ainda não foi enviada para análise do Congresso Nacional, e autorizou o envio de homens das Forças Armadas para o Ceará, em razão do motim de policiais militares no estado.

Polêmica
No final do feriadão, ainda ganhou destaque na mídia por mais um de seus atos polêmicos. Desta vez Bolsonaro usou sua conta pessoal no WhatsApp para divulgar a alguns correligionários a convocação de uma manifestação contra o STF, sem citar o Supremo e o Congresso. O ato ainda repercute nos meios políticos e jurídicos, com manifestações de repúdio de diversas entidades e organizações nacionais e internacionais.

Vacinação gripe
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (27), que deve iniciar em 23 de março, a campanha nacional de vacinação da gripe. A decisão foi divulgada um dia após a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil.

Antecipação
De acordo com o Ministério da Saúde, a antecipação tem dois objetivos: facilitar o diagnóstico da síndrome respiratória Covid-19, causada pelo novo coronavírus; e evitar que o sistema de saúde fique sobrecarregado.

Cassio Faedo

Coronavírus e os efeitos indesejados no Brasil

No Brasil já há falta de peças para a montagem de produtos, e eventual queda nas exportações de commodities para a China é algo que está em aberto no cenário econômico.
Os efeitos danosos do surto do Coronavírus que atingem a China e chega agora à Itália vão muito além da saúde.
No Brasil já há falta de peças para a montagem de produtos, e eventual queda nas exportações de commodities para a China é algo que está em aberto no cenário econômico.
Não há como negar que a crise afetará o PIB chinês com repercussões globais.
A resignação sul-americana e brasileira em abrir mão da industrialização, de investimentos em tecnologia e a fácil concentração na exportação de soja, carne e minérios demonstrou-se equivocada, e o surto da doença é só um sinal de nossa vulnerabilidade.
Ainda que em termos globais o Brasil exporte mais do que importe para a China, a concentração de riqueza no agronegócio produziu um país manco socialmente e de perspectivas sombrias para o resto da população.
Hoje são 41% de trabalhadores informais que não tem a menor condição econômica e educacional de planejar aposentadoria ou estabelecer qualquer plano de longo prazo. Assim nossa previdência quebrará em pouco tempo.
Mas não é só. Há caos nas relações sociais; hoje, casamentos e projetos de vida são tão efêmeros como um trabalho intermediado por aplicativo.
Desemprego, divórcios, crianças sem pensão alimentícia e aumento do exército de criminosos são as consequências urbanas da certeza de que não se consegue vencer dentro das regras do jogo. E se não se consegue vencer dentro do Estado Democrático de Direito despreza-se este.
O Brasil está perdendo um tempo valioso perdido em discussões ideológicas vazias, desprezando o potencial de sua juventude e dependente de um mercado global que dividiu o mundo em quem tem empregos, quem tem patentes e royalties, os que produzem alimentos e os que nada tem.
Esse quadro não interessa mais, como indicam Trump e o Brexit quando se fecham para garantir seus interesses.
Não podemos mais ficar reféns desta perversa lógica econômica global.

Cassio Faeddo
Advogado. Mestre em Direitos Fundamentais. MBA em Relações Internacionais

 

[Revela] A face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional, que ignora o sentido fundamental da separação de Poderes, que demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático.
Celso de Melo – Ministro do Supremo Tribunal Federal

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