Criança luta contra doença rara e busca doador: ‘Não se entrega’

A pequena Yasmin Marques Brito, de apenas 7 anos, está em uma corrida contra o tempo e tem apenas três meses para encontrar um doador de medula óssea 100% compatível. Moradora de Cubatão, a menina tem leucemia mielóide aguda (LMA) – uma doença rara e que geralmente acomete pessoas com mais de 55 anos. Essa é a segunda vez que ela é diagnosticada com a enfermidade.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a leucemia é uma doença maligna dos células linfoides (glóbulos brancos), geralmente, de origem desconhecida. Tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células sanguíneas normais. O tipo LMA afeta esse glóbulos brancos e se agrava muito rápido.

Yasmin Marques tocou o ‘sino da cura’ em dezembro

A mãe Daniela Cristina Marques de Araujo Brito contou que o primeiro diagnóstico ocorreu em março de 2019, após a menina apresentar manchas nas escleras, membrana branca do olho. A partir disso, Yasmin foi levada para o oftalmologista, que receitou um colírio, no entanto, uma das manchas virou uma bolha, conforme relata a mãe.
“Foi cada vez inflando mais. Então, o oftalmologista pediu um hemograma completo e a encaminhou para o hematologista, que constatou uma anemia e, ao mesmo tempo, as células de defesa altas”, explica Daniela. A menina esperou por quase um mês para receber o diagnóstico. Os médicos decidiram interná-la e, logo depois, ela foi encaminhada para o Centro Oncológico Graac, em São Paulo, especializado em diagnóstico infanto-juvenil.

No dia 15 de março, ela foi diagnosticada com LMA. “Os médicos me falaram que era uma doença rara em criança. Imediatamente, ela começou o tratamento”, conta. Após cinco sessões de quimioterapia, em agosto, a medula de Yasmin entrou em remissão, ou seja, quando não há mais sinais de atividade da doença no sangue. Após isso, foram realizados mensalmente exames para saber se a leucemia realmente havia ido embora.
Segundo Daniela, em dezembro os exames estavam sem alterações e sem sinais de células cancerígenas. Pouco depois, a garota começou a reclamar de dor nas pernas. “Apesar disso, ela não parava, brincava o dia todo. Resolvi comentar com a médica e a equipe passou a investigar. No dia 6 de janeiro, quando voltamos para a consulta de rotina, a médica me deu a notícia de que a doença havia voltado”.

EM BUSCA DE UM DOADOR
A mãe explica que Yasmin deu início novamente ao tratamento na quinta-feira (9), onde fez o primeiro ciclo de de quimioterapias para receber uma nova medula. Esse ciclo dura cinco dias e a menina só poderá receber mais dois ciclos, até que encontre um doador 100% compatível. Segundo Daniela, isso deve ocorrer no prazo de aproximadamente três meses.

“Ela não pode passar por um quarto ciclo, que pode ser muito prejudicial a saúde dela conforme a médica me falou. Essas doses são bem intensas, 10 vezes mais intensas do que ela tomou anteriormente. Quanto mais doses de quimioterapia ela tomar, mais perigoso é para ela. Agora ela passa muito mal”, conta a mãe.

Daniela, o pai e a irmã de Yasmin fizeram os testes para saber se há 100% de compatibilidade, já que o caso é raro e ela teve uma recaída. O resultado deve sair no fim do mês de janeiro. “A doutora falou que é certeza que eu e o pai dela temos 50% de compatibilidade, mas, para esse tipo de doença que ela tem, eles querem encontrar um doador com 100%. Por isso, vão buscar no banco nacional e internacional de doadores para ver se encontram”, diz Daniela.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a chance de encontrar um doador compatível é de 30% entre irmãos e muito menor quando há busca de doadores não-aparentados. Para ajudar no encontro e estimular a doação de medula óssea, a família criou uma campanha #TodosPelaYasmin nas redes sociais. Questionada sobre o medo de perder a filha, a mãe diz que tem sim, mas pensa sempre positivo sobre a cura da pequena. “Meu pensamento é que ela vai conseguir. Ela não chegou até aqui a toa. Vai passar dessa o mais rápido possível. Mesmo com tudo, ela não se entrega”, finaliza a mãe. (Fonte: G1)

DOAÇÕES

O Hemonúcleo de Santos – Colsan fica localizado na Rua Oswaldo Cruz, 197, Santos (fica no terreno do Hospital Guilherme Álvaro, entrada pelo portão logo depois da Unisanta).
Telefone: (13) 3223-2860 – Segunda a Sábado das 8h às 12h30 (exceto feriado)

 


 

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