Em Guarujá, homem briga com sogro e incendeia loja com a esposa grávida dentro

Um homem ateou fogo em uma tapeçaria em Guarujá, com a própria mulher, grávida de quatro meses, dentro do local. O incêndio atingiu grande proporção e se alastrou para dois comércios vizinhos. O suspeito fugiu e até agora não foi localizado. A gestante escapou ilesa.
A tapeçaria e os demais comércios ficam na esquina da Alameda das Margaridas com a Rua José Ferreira Canaes, na Vila Santo Antônio. Dono do primeiro estabelecimento, Helvécio Prado da Silva, de 55 anos, aponta o genro, Joassis Vieira, de 30, como o autor do incêndio.
Segundo o comerciante, ele alugou um imóvel para a filha e Joassis morarem. A locação foi verbal, porque Helvécio conhece o proprietário, mas ficou combinado que o aluguel de R$ 500 seria pago pelo genro.

Porém, Joassis passou a exigir do sogro o pagamento do aluguel. O suspeito argumentou fazer jus à sua pretensão porque trabalha na tapeçaria e Helvécio já paga a locação do imóvel onde mora outro genro, conforme disse o comerciante.
Segundo a polícia, após discutir com o sogro na tapeçaria por causa do pagamento do aluguel, ameaçá-lo de morte e sair do comércio, Joassis retornou ao estabelecimento com um galão contendo combustível.
Nesta ocasião, Helvécio estava em uma sorveteria situada a poucos metros. A filha do comerciante realizava trabalho de costura na tapeçaria e Joassis despejou o líquido inflamável no estabelecimento. Em seguida, ele ateou fogo e fugiu.
As chamas logo se alastraram para um sebo e uma loja de estofados automotivos vizinhos. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não evitou que o incêndio destruísse os três comércios. Por sorte, não houve vítimas.

Dono da loja de estofados, Jorge Luiz Santana, de 60 anos, estimou o seu prejuízo em cerca de R$ 12 mil. Ele lamentou que um desentendimento familiar tenha prejudicado pessoas alheias à discussão.
Proprietário do sebo, Marcos César Nascimento, de 53 anos, disse que o fogo consumiu 26 mil livros, 2.500 DVDs e vários discos de vinil, mas não estimou o valor dos produtos. Outros objetos que estavam na loja também foram destruídos.
O delegado Maurício Barbosa Júnior, da Delegacia de Guarujá, registrou o incêndio – crime punível com reclusão de três a seis anos. Ele também requereu perícia nos comércios destruídos pelo fogo. (Fonte: G1)


 

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