Coluna: Em torno do comportamento humanoFoto: Divulgação.

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Coluna: Em torno do comportamento humano

A despeito de toda desgraça que vemos acontecer no mundo atualmente, os conflitos bélicos, os temores de uma nova guerra mundial, a fome, o trumpismo desvairado, desequilibrando o comércio mundial, doenças, e apesar de tudo isso, a vida moderna tem um fascínio imenso.

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Convidativa, espetacular, a vida nos faz viver um momento fabuloso da humanidade: novas descobertas, viagens para o espaço, produtos novos no mercado que vão além da nossa imaginação, a inteligência artificial criando facilidades para o ser humano, multiplicidade de diversão, enfim, não há limites para o encantamento humano.

Mas a valorização da espiritualidade veio mostrar ao mundo que existe um objetivo mais sério além da curtição, do encantamento, do prazer e do simples deleite das possibilidades oferecidas pela modernidade.

A vida dada a nós por Deus objetiva o nosso crescimento, por isso, o espírito humano evolui pelo menos em dois aspectos: Inteligência e amor. A inteligência se liga ao conhecimento, inclusive de tudo o que o progresso tem feito; o amor é a dedicação a si e ao próximo.

Assim, dá pra ver que o progresso material e o progresso espiritual, que deveriam caminhar a par e passo, não estão em igualdade de crescimento. A materialidade pesa mais, dá lucros maiores, dá prazeres, enfim, interessa mais ao ser humano que, encantado, não aquilata que sofrerá com isso.

Por exemplo, na vida, achamos que estamos doentes quando o corpo dói. Mas sem amor, sem
perdão, sem paz, também adoecemos.

Chico Xavier nos ensina que “A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições: inconscientemente o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo. Na realidade toda doença no corpo é processo de cura para a alma”.

O psicólogo alemão, Thorwald Dethlefsen, usa uma metáfora interessante. Em outras palavras, nos indaga “quando a luzinha vermelha do carro acende mostrando que falta óleo, você vai ao eletricista pra consertar a luzinha, ou vai no posto colocar mais óleo no motor?”

Desta forma, nem sempre a causa do sofrimento do ser, é material, como se acendesse uma luzinha física. E se o problema não está no corpo, não será resolvido pela Medicina, pois a Ciência não consegue resolver os problemas da alma.

E na vida, como somos mais que somente o corpo, quem cuida de nossas almas quando elas adoecem? É necessário aquilo que a vida nos ensina através da espiritualidade, isto é, a cura através da fé existe há algum tempo.

Em 1988, a Organização Mundial da Saúde (OMS), incluiu a dimensão espiritual no conceito multidimensional de saúde. Para a OMS, a espiritualidade está ligada a convicções de natureza não material, o que pressupõe haver mais na vida do que trato da saúde.

Note bem, leitora, leitor amigo, plenamente compreendido, e com isto a OMS, entidade universal de saúde admite que a ciência médica não compreende tudo, levando o indivíduo a questões que vão além da materialidade científica.

A definição de espiritualidade para a OMS é “tudo o que possa demonstrar ou ter fundamento religioso e espiritual. Que possui ou revela elevação, transcendência, sublimidade. E Teologia Prática, exercícios devotos que têm por objeto a vida espiritual”.

Cuidando do espírito a Teologia Prática, para a OMS admite que reza e meditação, em pacientes com hipertensão, por exemplo, faz a pressão cair em 50% dos casos, um fato inexplicável pela Ciência. Tudo o que ocorre com o corpo é refletido diretamente no Espírito, por consequência, tudo o que acontece com o Espírito, é refletido igualmente no corpo.

O corpo físico é o instrumento de manifestação do Espírito encarnado. E tudo que nasce na inteligência, reflete nas nossas ações. Quando o Espírito está bem, o corpo está bem. Por isso, o estabelecimento da relação espírito/matéria é fundamental para melhor entender nossa evolução.

Como disse Joanna de Ângelis, precisamos de soluções para os desafios da vida. E cita algumas:

1 – A necessidade de fazer o bem, se os seres de bem não fizerem o bem, quem vai fazer? Os seres maus? Duvido muito. A espiritualidade nos ensina que “não basta não fazer o mal”, é imperioso fazer o bem. O “Amar ao próximo como a ti mesmo” é mais que palavras, é ação.

2 – A perspectiva intervencionista. Pessoas espiritualizadas não se acomodam com o que existe em termos de injustiças sociais e intervém, dando seu apoio a necessitados através de uma serei imensa de entidades.

3 – O foco no coletivo, preocupação no coletivo. Hoje em dia, a salvação não é um ato isolado, é preciso o outro, justamente aquele que é o receptor da caridade que se possa fazer, material e espiritualmente.

Ainda Joanna de Ângelis: “Planejar-agindo é servir- construindo. […] Planifica tudo o que possas fazer e que esteja ao teu alcance”. É uma receita adequada para que todos possam viver a vida com dignidade, propósito e voltada para o bem.

Sérgio Motti Trombelli
é professor universitário e palestrante cristão

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