
Curioso, esta é uma coisa que ninguém quer. Afinal, todos sabem que, com o armamento bélico moderno, o final de uma guerra mundial será desastroso para a raça humana. Então, por que continuam acendendo estopim aqui, acolá e lá mais distante?
»» Leia também: Coluna: Então, é isso aí?
Os países mais poderosos sempre se prontificam a fazer a mediação para a paz. Uma ação de marketing, nada mais, porque raríssimas vezes vimos alguma mediação que deu certo. Quem está em conflito só sairá por vontade própria, e não porque este ou aquele mediador veio com uma solução que ambos os países não querem aceitar.
A guerra entre a Rússia e a Ucrânia foi matéria “quente” durante um bom tempo. Depois veio o genocídio dos palestinos, e as manchetes mudaram.
E agora, outra contenda bélica se inicia entre Israel e Irã. Mudam-se as manchetes, e, desta vez, a contenda começou alto. Mísseis daqui pra lá, de lá pra cá, ameaças de bomba atômica.
Ninguém sabe se o Irã tem a bomba. Israel a possui, e este confronto pode ser um estopim para uma impensável e devastadora 3ª Guerra Mundial. O mundo está polarizado. Os regimes socialistas de um lado e os democráticos de outro.
Compromissos e apoios bélicos com países tanto democráticos como socialistas, entre si, já foram firmados, e um avanço na direção de algo mais que os mísseis atualmente disparados será um desafio para algo maior.
Enquanto isso, as coisas caminham em paz nos países que estão fora do alcance daquele conflito. A humanidade – salvo alguns preocupados como eu e outros iguais – não está nem aí…
“Ah, como vai aquela coisa lá na Rússia?”, perguntou-me um amigo numa festa de aniversário neste domingo.
“Sei lá”, respondi, e foi o máximo que tive vontade de falar para tanta alienação.
Sem querer alarmar ninguém, as pessoas que entendem do assunto estão dando entrevistas, falando que, se algumas atômicas caírem por lá, aqui também estaremos correndo risco.
A radiação não para por causa do oceano, nem cercas ou muros podem segurá-la. Ela vem pelo ar, e respirar todos nós precisamos. Proteger nossa pele, idem. Basta olhar o Japão. Ainda muitas pessoas não se curaram totalmente de Hiroshima e Nagasaki.
Ademais, não é só isso. Quem pode dizer que sabe o quanto de armamento existe em países capacitados para ter a bomba atômica ou outro tipo de armamento projetado pela IA?
Aliás, a Inteligência Artificial é só um meio (por ora), e ela é capaz de agir a favor tanto da vida como da morte. Quem seria, então, o idiota para pagar para ver o que o outro tem nas mãos?
Aguardemos, vivos, por ora (e espero que seja sempre assim).
Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante Kardecista cristão.


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