Guarujá homenageia 11 mulheres negras com a Medalha Tereza de Benguela nesta quarta-feira (23)Evento promovido pela Prefeitura reconhece personalidades que se destacam na luta por igualdade racial e valorização da cultura afro-brasileira. Foto: Divulgação/PMG

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Guarujá homenageia 11 mulheres negras com a Medalha Tereza de Benguela nesta quarta-feira (23)

A 9ª edição da Honraria Medalha Tereza de Benguela será realizada nesta quarta-feira (23), às 19 horas, no Teatro Procópio Ferreira (Avenida Dom Pedro I, 350 – Jardim Tejereba), em Guarujá. A iniciativa é promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci), e homenageia 11 mulheres negras que atuam em prol da igualdade racial, da justiça social e da valorização da cultura afro-brasileira.

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A cerimônia faz referência ao Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, comemorado em 25 de julho, data instituída pela Lei n° 12.987/2014.

As homenageadas deste ano são:

  • Benedita dos Santos Reis (aposentada)

  • Elizete Santos da Silva (aposentada)

  • Célia de Oliveira Lima (professora)

  • Marli Nascimento (professora aposentada)

  • Jaqueline de Jesus Duarte (vendedora)

  • Mariana Vitória Gomes dos Santos (empreendedora)

  • Michelli Barreto Dias Silva (coordenadora de RH)

  • Rebeca Pires dos Santos de Oliveira (assistente social)

  • Roseli Aparecida Costa Veiga de Morais (advogada)

  • Vânia Regina de Oliveira Lucas (doméstica)

  • Thais Alves Santos (enfermeira)

Quem foi Tereza de Benguela

Tereza de Benguela liderou por duas décadas o Quilombo do Quariterê, também conhecido como Quilombo do Piolho, localizado às margens do rio Guaporé, na então Capitania de Mato Grosso. Após a morte do líder José Piolho, seu companheiro, Tereza assumiu o comando da comunidade, composta por negros e indígenas, resistindo às investidas coloniais com uma gestão organizada e autônoma.

O quilombo contava com sistema de parlamento, produção própria e defesa organizada, e resistiu até 1770, quando foi destruído. Mesmo diante do fim trágico, o legado de Tereza permanece como símbolo de resistência, força e liderança feminina negra.

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