Coluna: Soberania é inegociável

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Coluna: Soberania é inegociável

Não dá! Realmente, assim não dá.

Não importa se o Ministro Alexandre de Moraes exacerbou no seu direito, ou que se protegeu atrás da toga, ou fez coisas erradas, ou sei lá mais o quê!

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Um presidente de outra nação, nem que seja a do EUA, imputar penalidades sobre a nossa pátria é demais. Aceitar isso é subserviência, é atirar no lixo a nossa dignidade. Problema de um ministro do STF é problema nosso. Se estamos sendo incapazes de solucionar os “tais excessos” que ele comete (será?) é de competência de nosso executivo, ou legislativo resolver o problema do judiciário.

A questão é que, realmente, quem sabe inspirado nas história romana, Trump imagina que estamos ainda na época de antes de Cristo, quando um povo poderia comandar, o mundo (conhecido e pequeno de então) a seu bel prazer.

Poder bélico? Ele tem. Poder financeiro? Também tem! Força para impor pelo medo sua vontade? Ele consegue, mas dá pra aceitar? O caso do Brasil é emblemático. Se nosso país sucumbir à sua vontade, será o exemplo da
fraqueza de uma nação, e será o “case” que despersonalização execrável de um povo que se subordinou a outro comandante que não o seu próprio presidente.

Seremos o modelo que Trump precisa para iniciar o procedimento de subjugação a todos aqueles países que podem menos do que os EUA. Afinal, até o Brasil aceitou… E como chegamos a este ponto?

Primeiro, um presidente que ficou “emburradinho”, quando Trump venceu e resolveu não cumprimenta-lo, como pudesse se dar a este luxo. Depois, na posse, não o cumprimentou novamente.

Mais à frente foi o “boi de piranha” que o BRICS achou para falar sobre independência de comércio, a criação de uma nova moeda, enfim, foi nosso presidente “o escolhido” (sem que ele se desse conta) para falar ao mundo vontade dos outros e agora receber a pancada que a cabeça de Trump imagina que pode dar. E está dando.

A diminuição de taxa em inúmeros produtos de importação que o Brasil exporta para o povo americano não foi uma deferência a nós, foi uma atitude bem pensada, estudada em produtos quem não atrapalha a economia do Tio Sam.

Nada a ver conosco, mas sim para servir aos interesses daquele país.

Depois, foi uma família política onde pai e filhos, na busca de seu interesse pessoal de poder, se colocaram acima da nação brasileira. Foram à busca de problemas que poderiam contaminar a normalidade institucional da terra brasileira.

Juntaram a fome com a vontade de comer de Trump. Mais um vez outro “boi de piranha” – só desta vez todo um país – para o presidente americano fazer valer ao mundo a sua fingida preocupação com a democracia universal.

E os resultados não implicarão sobre a família, e sim sobre todos nós.

Pois é, numa casa onde não existe comando, os interesses pessoais se sobrepõem aos interesses do todo. No todo, estamos nós.

Mais uma vez, o povo é quem pode acabar pagando a conta. Desta vez, não em dinheiro somente, mas com a perda de algo muito mais caro, a nossa liberdade de ser um país soberano.

Isso é inegociável.

Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante kardecista cristão.

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