Coluna: O país é um, mas as confusões…

HomeColunas>Só Para Pensar – Sergio Trombelli

Coluna: O país é um, mas as confusões…

O Brasil é um só, mas é o suficiente para criar confusões que não têm limites. Vamos ver.

»» Leia também: Coluna: Vamos, realmente, saber os culpados?

O julgamento de 8 de janeiro

O julgamento do 8 de janeiro foi um espetáculo de representações, de idas e vindas, ditos e desditos. Um show de puxa-saquismo, piadinhas sem graça e pouca elucidação dos fatos. Quase chegamos a nos convencer que ninguém fez nada de errado. Todo mundo é inocente. Ninguém sabe de nada do que aconteceu. Todos os advogados mostraram que as peças do processo não possuíam uma ligação com nenhum dos representados. Não estamos aqui para
tomar partido, nem analisar juridicamente o que está acontecendo. Apenas esperávamos que tudo fosse explicado, elucidado nas sustentações na primeira turma do STF, mas desliguei a TV sabendo ainda menos.

E lá vem a anistia

Acabou de começar o julgamento, sequer sabemos quem serão os culpados, ou se teremos alguns (!?), que a anistia já está caminhando a passos largos para anistiar os que nem condenados foram. Dependendo da velocidade dos parlamentares, teremos anistia e sem termos ainda culpados. Um grupo de partidos diz que têm votos suficientes para anistiar todo mundo de forma total e irrestrita. Outros dizem que estão somando votos e não é bem assim.
O presidente do Senado, David Alcolumbre, irá apresentar um projeto novo. Juristas dizem que a anistia é inconstitucional, e por essa razão é bobagem gastar tempo com leis e mais leis que o Supremo irá desqualificar.

E A COP30?

Finalmente, acharam um valor médio de estada em hotéis em Belém. A rede hoteleira daquelas bandas estava querendo “tirar a barriga da miséria”. Dá pra crer? Países de menor poder aquisitivo não podiam vir por causa disso. Do jeito que estava caminhando, apenas cerca de 60 países viriam ao evento. Agora, vai daqui, vai dali, pressionaram um pouco mais, e o valor da diária diminuiu. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece 195 países (193
membros e 2 observadores, como a Palestina). Outras organizações contam um número diferente, como 206 ou até mais, dependendo da sua própria definição de “país” e dos territórios que incluem. Ora, o que se vê é que se apenas uns 60 compareceriam seriam não só um fiasco, mas uma vergonha pelo oportunismo.

Isenção do IR

Com a confusão do julgamento de 8 de janeiro, os projetos pararam no Congresso. Um deles, que beneficiaria os brasileiros com renda menor, estipulando uma margem maior de isenção do IR, está mofando em Brasília. “Ah, isso é coisa para o povo, então vamos continuar tratando do que interessa a nós, parlamentares como a anistia”… Parece familiar, não?

Governadores ganhando as manchetes

Com a questão do julgamento, a vida política da nação caminha ao sabor dos interessados na cadeira do mandatário do país. Governadores, se empenham e trabalham como articuladores do Legislativo para solucionar a anistia. Enquanto isso, seus estados, ó… Enquanto isso, os EUA continuam os mesmos.

A história de que reuniões seriam feitas com figurões do governo Trump e que estaríamos perto de uma negociação, não está dando em nada. Empresários brasileiros continuam tendo dificuldade em negociar seus produtos lá no Tio Sam. Timidamente, o Brasil consegue um aumento de exportação de alguns produtos, mas está longe de atender a demanda reprimida na nação brasileira, principalmente no Agro. E se a grande fonte de recursos do Brasil parar de
arrecadar, quem vai pagar a conta, quem? Olha nós aí na fita outra vez.

Mas o Campeonato Brasileiro continua numa boa.

Nessa bagunça, a bola rola, a torcida grita, enche os campos, paga pelas entradas, as firmas investem no esporte-rei, os times falam de grandes contratações, e no meio e final de semana o povo grita goooool!!! Jogadores que lutavam pela camisa, hoje lutam pelos novos contratos e os salários ganham proporções estratosféricas.

Os afamados fazem longos passes, batem os pênaltis, as faltas, põem a faixa de capitão no braço, e a molecada que espera crescer dá o sangue atrás da bola, leva um chutão na canela, ficam no estaleiro, no banco, no hospital mas “tudo bem”, enquanto fazem as vezes daqueles que, pelo que ganham, deviam ser os que mais suassem a camisa.

Taí, lá vem o Brasil descendo a ladeira. Conhecemos a história…

Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante kardecista cristão.

COMENTÁRIOS

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?