O governo do Estado de São Paulo anunciou, na sexta-feira (24), um plano de contingência para enfrentar o risco de uma nova crise hídrica na Região Metropolitana. As represas que abastecem o sistema operam com apenas 28,7% da capacidade total — o menor índice desde 2015.
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O plano estabelece sete faixas de operação, que determinam o nível de restrição conforme o volume de água disponível. Entre as medidas estão a redução da pressão nos encanamentos por até 16 horas, captação do volume morto e, em situações extremas, rodízio no abastecimento.
Atualmente, a Grande São Paulo se encontra na Faixa 3, que prevê interrupção parcial de fornecimento por 10 horas. Caso o nível das represas caia para abaixo de 9,8%, a restrição poderá chegar a 16 horas diárias.
As ações foram elaboradas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, com apoio da Sabesp e do Comitê Estadual de Mudanças Climáticas. O governo reforça que a adoção de medidas mais severas, como o rodízio, dependerá de autorização da Agência Reguladora de Serviços Públicos (Arsesp).
A população é orientada a economizar água e evitar desperdícios, especialmente em residências e comércios, enquanto o Estado monitora os índices pluviométricos.


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