De Agência Brasil
A Dívida Pública Federal voltou a crescer em outubro, impulsionada pela emissão de títulos atrelados à taxa Selic. Segundo o Tesouro Nacional, o estoque passou de R$ 8,122 trilhões em setembro para R$ 8,253 trilhões, alta de 1,62%.
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A dívida superou a marca de R$ 8 trilhões em agosto. Pelo Plano Anual de Financiamento, o total pode chegar a R$ 8,8 trilhões até o fim de 2025.
A dívida interna, que representa a maior parte do volume total, somou R$ 7,948 trilhões após novas emissões e a incorporação de juros. Com a Selic em 15% ao ano, essa correção aumenta o ritmo de crescimento do endividamento.
Na dívida externa, a alta do dólar também puxou o saldo para cima, chegando a R$ 305 bilhões.
O colchão da dívida — reserva usada em períodos de instabilidade — voltou a subir e alcançou R$ 1,048 trilhão, suficiente para cobrir quase nove meses de vencimentos.
Entre os tipos de títulos, cresceu a fatia dos papéis pós-fixados pela Selic, enquanto prefixados e indexados à inflação recuaram. A participação de investidores estrangeiros ficou em 10,46%, ligeiramente acima do mês anterior.
A dívida pública é o principal instrumento usado pelo governo para captar recursos e financiar despesas, com remuneração que varia conforme a Selic, a inflação, o câmbio ou taxas definidas no momento da emissão.


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