O governo brasileiro trabalha com a expectativa de assinar, neste sábado (20), o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, durante a 67ª Cúpula do bloco, em Foz do Iguaçu (PR). Apesar do avanço, o Itamaraty demonstra preocupação com salvaguardas europeias que podem limitar o acesso de produtos do Mercosul ao mercado do bloco.
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Segundo a secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan, as medidas vêm sendo discutidas no parlamento europeu para proteger produtores locais, especialmente do setor agropecuário. A França, maior produtora de carne bovina da UE, é apontada como um dos principais focos de resistência ao acordo.
O tema será debatido durante a cúpula de chefes de Estado, que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Antes disso, ministros da área econômica dos países do Mercosul se reúnem na quinta-feira (19).
Negociado há mais de 25 anos, o acordo prevê a criação de um dos maiores mercados de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 720 milhões de pessoas. Após a assinatura, o texto ainda precisará ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos.


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