
Estou escrevendo a Golaço! Antes da abertura da Copa entre México e África do Sul, e os demais jogos das duas primeiras rodadas, incluindo os dois primeiros confrontos do Brasil, diante de Marrocos e Haiti. Portanto analiso o possível e sou sujeito a erros grotescos ou golaços nas opiniões.
»» Leia também: Coluna: Pausa na Copa para a pausa no Brasileirão
Começo com a estreia. Talvez um dos jogos mais difíceis e esperados dessa primeira fase. Muito pela desconfiança nos Penta campeões, nem tanto pela potência africana. Por mais que possa surpreender, Marrocos não é um extra linha, alguma equipe fora da curva. É, sim, uma das candidatas a ir longe, mas não a ponto de bater os comandados de Ancelotti com sobras.
Fez um belo amistoso contra a forte e também apostada como zebra, a Noruega, principalmente no começo do jogo, quando marcou a saída de bola e marcou logo no começo. Depois diminuiu o ritmo e sofreu o empate. Deixou uma boa impressão na frente e uma esperança redobrada à nós com uma zaga fraca.
Tem Haikimi, multicampeão com o Paris Saint-Germain, sua maior estrela e precisa de todas as atenções. Bom para o Brasil é ausência de Abde Ezzalzouli, atacante do Real Bétis, segundo mais importante e que se lesionou contra os nórdicos. Parece sórdido, sinistro, mas fiquei feliz. Pena para ele, para eles, bom para nós.
O jogo seguinte é contra o Haiti. Impossível não lembrar da cena de Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e cia em jogo de 2004, atravessando as ruas de Porto Príncipe em tanques de guerra da ONU com uma multidão nas ruas os admirando. Creio não ser diferente agora.
Lá atrás 6 a 0. Hoje, mesmo Mundial, o “não tem mais bobo no futebol” e qualquer resultado positivo dos centro americanos contra a Escócia, penso em 8 para cima. É só jogar sério, pressionar e fazer os narradores roucos de tantos gols, principalmente numa hipotética volta de Neymar.
Os haitianos ficarão hipnotizados com o craque santista, certeza. Não há hipótese de qualquer outro resultado abaixo de três de diferença. Havendo, fecha a conta e volta pra casa.
Contra os Europeus ainda tenho tempo, e conseguirei ser mais analista do que palpiteiro. E por falar em palpites, convido-os a acompanhar o meu “Golaçômetro” da primeira fase. Grupo por grupo, declaro os favoritos, os possíveis e as zebras.
Guarde aí, printe e depois me cobre sobre os resultados. Ah!! Os semifinalistas desde já: Argentina, França, Espanha e Brasil. Pra frente Brasil!! Rumo ao Hexa!
GRUPO A
México – possível
África do Sul – zebra
Coréia do Sul – favorita
República Tcheca – possível
GRUPO B
Bósnia – Favorita
Catar – Zebra
Canadá – possível
Bósnia – possível
GRUPO C
Brasil – Favorito
Escócia – Possível
Haiti – Zebra
Marrocos – Favorito
GRUPO D
Austrália – Zebra
Paraguai – Possível
Estados Unidos – Favorito
Turquia – Favorita
GRUPO E
Alemanha – Favorita
Costa do Marfim – Possível
Curaçau – Zebra
Equador – Possível
GRUPO F
Holanda – Favorita
Japão – Favorita
Suécia – Possível
Tunísia – Zebra
GRUPO G
Bélgica – Favorita
Egito – Possível
Irã – Zebra
Nova Zelândia – Zebra
Grupo H
Espanha – Favorita
Uruguai – Favorito
Cabo Verde – Zebra
Arábia Saudita – Zebra
Grupo I
França – Favorita
Noruega – Favorita
Senegal – Possível
Iraque – Zebra
Grupo J
Argentina – Favorita
Argélia – Possível
Austria – Possível
Jordânia – Zebra
Grupo K
Portugal – Favorito
Colômbia – Favorito
Congo – Possível
Uzbequistão – Zebra
Grupo L
Inglaterra – Favorita
Croácia – Favorita
Gana – Surpresa
Panamá – Zebra
Guilherme Novaes é jornalista, comentarista e colunista esportivo.


COMENTÁRIOS