A inflação oficial do país perdeu força pelo quarto mês consecutivo e fechou junho em 0,16%, o menor Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde outubro de 2025. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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O principal fator para a desaceleração foi a queda nos preços dos alimentos, que registraram a primeira deflação desde novembro do ano passado. O grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, com destaque para as reduções nos preços do café moído (-3,72%), frutas (-1,58%), carnes (-0,64%), tomate (-2,02%) e óleo de soja (-2,78%).
No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,64%, abaixo dos 4,72% registrados em maio, mas ainda acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 4,5%.
Por outro lado, o grupo Habitação foi o que mais pressionou o índice, impulsionado pelo aumento de 1,53% na energia elétrica, reflexo da manutenção da bandeira tarifária amarela e de reajustes em algumas capitais.
Nos transportes, as passagens aéreas subiram 7,12%, enquanto os combustíveis ficaram, em média, 0,48% mais baratos. No primeiro semestre, o IPCA acumula alta de 3,36%.


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