O crescimento da movimentação de cargas colocou o Porto de Santos próximo do limite operacional, elevando custos logísticos e aumentando o tempo de espera para atracação de navios.
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Levantamento da Neowise Consultoria aponta que a taxa de movimentação de contêineres (THC) passou de cerca de US$ 70 por contêiner, em 2019, para aproximadamente US$ 500 em 2026. O aumento acompanha a maior demanda por operações no complexo portuário.
Outro reflexo do cenário é o tempo de espera para atracação. Em 2019, os navios aguardavam entre oito e nove horas. Hoje, a média chega a cerca de 35 horas, segundo dados confirmados pela Autoridade Portuária de Santos (APS).
A APS informou que a movimentação de contêineres cresceu 42% entre 2019 e 2025, pressionando a infraestrutura existente. Para reduzir o congestionamento, estão previstos investimentos como o aprofundamento do canal de navegação, melhorias em áreas de armazenagem e a implantação do Tecon Santos 10, terminal que poderá ampliar em até 50% a capacidade de movimentação de contêineres.
Especialistas alertam que, sem a expansão da infraestrutura, o Brasil poderá perder competitividade nas rotas marítimas internacionais, com impacto no custo do transporte de cargas.


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