A conta de luz dos brasileiros seguirá com cobrança adicional em outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou que a bandeira tarifária vermelha patamar 1 permanecerá em vigor no próximo mês, refletindo o aumento no custo de geração de energia elétrica devido ao baixo nível de chuvas no país.
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Com a medida, os consumidores continuam pagando R$ 4,46 a mais a cada 100 kWh consumidos. A bandeira vigente até setembro era a vermelha patamar 2, cujo adicional era de R$ 7,87 a cada 100 kWh — ou seja, houve redução no valor extra, mas o cenário ainda é de atenção.
O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores as condições de geração de energia no país. Quando há escassez hídrica, as usinas termelétricas são acionadas para suprir a demanda, o que eleva o custo.
A Aneel também projeta que a tarifa média de energia elétrica deve subir 6,3% em 2025, percentual acima da inflação esperada (5,05%), de acordo com o boletim Infotarifa divulgado em agosto.
Entre os fatores que pressionam as contas está o orçamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que soma R$ 49,2 bilhões neste ano — R$ 8,6 bilhões a mais do que o previsto anteriormente. O fundo é mantido por cobranças embutidas nas faturas de energia, além de multas e aportes do Tesouro Nacional.
Entenda o sistema de bandeiras tarifárias
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🟩 Verde: condições favoráveis – sem custo adicional;
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🟨 Amarela: condições menos favoráveis – R$ 1,88 a cada 100 kWh;
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🟥 Vermelha 1: condições desfavoráveis – R$ 4,46 a cada 100 kWh;
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🟥 Vermelha 2: condições muito desfavoráveis – R$ 7,87 a cada 100 kWh.
A Aneel reforça que o uso consciente da energia ajuda a reduzir o consumo e a pressão sobre o sistema elétrico.


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