O Brasil registrou mais de 1,1 milhão de picadas de escorpião nos últimos dez anos, segundo dados oficiais. A maioria dos casos está concentrada nas regiões Sudeste e Nordeste. A Baixada Santista começa a sentir os efeitos desse avanço: só em 2025, Praia Grande notificou dois casos, Santos confirmou um e Itanhaém outro. Em São Vicente, houve uma ocorrência em 2024.
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Para a infectologista Carolina Brites, a urbanização desordenada é um dos principais fatores que facilitam o aumento desses acidentes. “Nosso contato com animais venenosos, como escorpiões, está mais frequente”, alerta. Crianças, idosos e pessoas imunologicamente vulneráveis estão entre os grupos de maior risco.
Os principais sintomas após a picada incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço e ardência. Segundo a médica, ao menor sinal desses sintomas, é fundamental procurar um pronto-socorro imediatamente.
O soro antiescorpiônico está disponível pelo SUS e deve ser aplicado o quanto antes, em casos moderados ou graves. Para prevenção, a médica recomenda manutenção constante da limpeza dos ambientes, vedar frestas, rachaduras e portas, e usar roupas protetoras ao acessar áreas de risco.
A recomendação é clara: qualquer suspeita deve ser tratada como urgência. Lavar o local com água e sabão, aplicar compressa morna e manter repouso são as primeiras medidas, mas o atendimento rápido pode ser decisivo para evitar complicações.


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