Coluna: A Rainha do Churrasco no Espeto, e com alho!!!

HomeMais Estância - Paizão

Coluna: A Rainha do Churrasco no Espeto, e com alho!!!

Fala galera louca por churrasco, eu sou o Paizão e este aqui é sim o nosso querido Canal Barbaecue, diferente do YouTube na sua forma de falar com vocês, porém com a mesma essência e paixão, continuamos loucos por churrasco.

»» Leia também: Coluna: Oktoberfest – A festa que uniu realeza e povo tem tudo a ver com churrasco!

E por falar em churrasco, hoje gostaria de uma receita, na verdade, uma certeza de sucesso em todos os churrascos: a Picanha no Espeto. No coração do churrasco brasileiro, poucos cortes evocam tanta paixão, história e sabor quanto a picanha. Essa joia da culinária, que se tornou um verdadeiro ícone nacional, transcende a simples refeição, elevando-se a um ritual de celebração e convívio.

Mas, afinal, de onde vem essa carne tão amada e qual o segredo para desfrutá-la em sua plenitude, seja à beira-mar no Guarujá ou em qualquer canto do nosso vasto país? A picanha, embora anatomicamente presente em qualquer bovino ao redor do mundo, ganhou seu status de corte especial e sua identidade cultural inconfundível aqui no Brasil.

A história mais difundida, e que carrega um certo charme de lenda urbana, aponta para São Paulo, por volta dos anos 1950 e 1970. Foi nesse período que, segundo relatos, o corte começou a ser separado da alcatra, ganhando
destaque e conquistando rapidamente as churrascarias da capital paulista.

Desde então, sua maciez incomparável e a suculência de sua generosa capa de gordura a transformaram na estrela incontestável de qualquer grelha, celebrada em festas, reuniões familiares e momentos de pura confraternização por todo o país.

É um corte que fala diretamente à alma do brasileiro, sinônimo de qualidade e de um bom momento à mesa.
Para apreciar verdadeiramente a picanha, considero fundamental entender suas características. Localizada na parte traseira do boi, próximo à garupa, a picanha é um músculo pouco exercitado, o que confere às suas fibras uma maciez ímpar.

A camada de gordura externa, conhecida como “capa de gordura”, não é apenas um detalhe estético; ela é a guardiã
do sabor e da suculência. Durante o preparo, essa gordura derrete lentamente, infiltrando-se na carne e garantindo uma experiência gustativa inesquecível. Ao escolher uma picanha, procuro por uma capa de gordura uniforme, de cor clara e sem falhas, e observo as “três veias” que indicam a autenticidade do corte, um truque antigo para evitar as famosas “picanhas falsas”.

Para nós, amantes do churrasco que buscamos a perfeição, o preparo da picanha é uma arte que se aprimora com a experiência e a técnica. Recentemente, tive a oportunidade de observar uma abordagem que promete levar a picanha a um novo nível de sabor e suculência: a picanha com alho no espeto giratório. A premissa é simples, mas o resultado é espetacular, digno de um chef renomado.

O grande segredo reside no movimento constante e cadenciado do espeto giratório. Ao girar lentamente sobre o calor da brasa, a gordura da picanha derrete de forma gradual e contínua, banhando a carne incessantemente. Esse processo natural garante que cada pedaço permaneça úmido, macio e repleto de sabor, evitando o ressecamento. O preparo começa com a picanha cortada em medalhões generosos, de aproximadamente três dedos de espessura, espetados de forma tradicional, com a capa de gordura voltada para fora, como se vê nas melhores churrascarias.

O tempero, como manda a boa tradição do churrasco, é minimalista, mas de eficácia comprovada: apenas sal de parrilla, aplicado de maneira uniforme. A carne é então levada à brasa para uma selagem inicial em todos os lados, um passo crucial para criar aquela crostinha dourada e irresistível que sela os sucos internos.

Após essa etapa fundamental, o motor do espeto é ligado, e a picanha gira por cerca de 15 minutos, absorvendo o calor de maneira homogênea e desenvolvendo sua textura. É então que entra o toque especial, o arremate que eleva o prato: a picanha é retirada do fogo e generosamente pincelada com uma mistura aromática de óleo e alho fresco, bem picado.

Em seguida, retorna à churrasqueira por um breve período, apenas o suficiente para dourar o alho e infundir a carne com seu aroma inconfundível e sabor marcante. Esse método não só permite um controle preciso do ponto da carne, garantindo que ela chegue à mesa no ponto ideal de cada um, mas também confere uma suculência e um sabor
que são verdadeiramente diferenciados, uma experiência que agrada a todos os paladares.

A picanha é muito mais do que um corte de carne; é um símbolo da nossa cultura, da nossa hospitalidade e da nossa paixão pela boa mesa. Ela representa a alegria de compartilhar, a arte de cozinhar e a tradição que passa de geração em geração.

Seja em um churrasco descontraído na praia do Guarujá, com o som das ondas ao fundo, ou em uma celebração especial em família, a picanha continua a ser a escolha predileta, unindo pessoas e criando memórias inesquecíveis.

Com técnicas aprimoradas, como a do espeto giratório, essa tradição se renova, garantindo que a picanha continue a brilhar como a rainha incontestável do churrasco brasileiro, um verdadeiro patrimônio gastronômico a ser celebrado e saboreado com orgulho.

Se gostou, não esqueça de seguir nosso Instagram e Canal no YouTube!

Bons churrascos!

Rodrigo ‘Paizão/Barbaecue’ é jornalista e criador de conteúdo digital com mais de 191mil inscritos em seu canal no youtube e mais de 70 mil seguidores em suas redes sociais.

COMENTÁRIOS

Abrir bate-papo
Olá 👋
Podemos ajudá-lo?