Coluna: Como fica o nosso churrasco, com o “tarifaço” do Trump?

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Coluna: Como fica o nosso churrasco, com o “tarifaço” do Trump?


Fala galera louca por churrasco, eu sou o Paizão e este aqui é sim o nosso querido Canal Barbaecue, diferente do YouTube na sua forma de falar com vocês, porém com a mesma essência e paixão, continuamos loucos por churrasco.

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E por falar em churrasco, hoje gostaria de falar do assunto da vez, o preço das carnes depois do “tarifaço” do Trump.
A recente imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, incluindo a carne bovina, por parte do governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, tem gerado grande apreensão e dúvidas entre os consumidores brasileiros.

A pergunta que ecoa é: essa medida fará com que o preço da carne dispare em nosso mercado interno? E nosso sagrado churrasco como fica? Para trazer luz a essa questão complexa, é fundamental analisar os dados e as opiniões de especialistas, tanto americanos quanto brasileiros, de forma imparcial.

As tarifas de 50% entraram em vigor em 6 de agosto de 2025, afetando diretamente as exportações brasileiras de carne bovina para os EUA. Embora os Estados Unidos sejam o segundo maior comprador da carne brasileira, absorvendo cerca de 12% de nossas exportações, o impacto inicial nos preços internos pode não ser tão direto quanto se imagina.

Nos EUA, a carne já atingiu patamares recordes de preço, impulsionada por fatores como a seca e a redução do rebanho americano, que está no menor nível histórico. O Brasil, inclusive, tornou-se um fornecedor crucial para a indústria americana, especialmente para a produção de hambúrgueres, devido ao custo mais acessível de sua carne.

No entanto, a situação no Brasil é mais matizada. Especialistas como Thiago Bernardino, pesquisador do Cepea/Esalq/USP, e Lygia Pimentel, economista e CEO da AgriFatto, apontam para um cenário de incerteza.

Inicialmente, pode haver uma queda nos preços da carne bovina no mercado interno devido ao excedente que seria destinado aos EUA. Contudo, essa queda tende a ser insustentável a longo prazo.

O tarifaço de Trump, ao desestimular as exportações para um mercado importante, pode levar a uma diminuição ainda maior nos abates no Brasil. Com menos oferta, a tendência é que os preços voltem a subir nos próximos meses.

Além disso, a realocação da carne brasileira para outros mercados não é uma tarefa simples. Embora a China seja o principal destino de nossa carne bovina, com uma fatia muito maior das exportações, a busca por novos compradores pode envolver negociações que resultem em preços menores.

Por outro lado, a medida de Trump pode tornar a carne brasileira ainda mais competitiva globalmente, já que países como Paraguai, Uruguai, Argentina e Austrália, que também fornecem carne aos EUA, têm preços mais elevados.

Isso poderia, em tese, abrir portas para novos mercados, como a própria China, que poderia aumentar suas compras se o preço for atrativo.

Diante desse cenário, a resposta para a pergunta inicial não é um simples sim ou não. O “tarifaço” de Trump, de fato, gera um impacto significativo no agronegócio brasileiro, com estimativas de perdas bilionárias para o setor de carne bovina.

Contudo, a dinâmica do mercado é complexa. Embora uma queda inicial nos preços da carne no Brasil seja possível, a tendência de longo prazo, segundo os especialistas, é de alta, impulsionada pela redução da oferta e pela dificuldade de realocação imediata para outros mercados.

O consumidor brasileiro, portanto, deve se preparar para um período de preços mais estáveis ou até mesmo em elevação, com a situação se definindo mais claramente entre setembro e outubro.

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Nos vemos em breve, bons churrascos!

Rodrigo ‘Paizão/Barbaecue’

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