Coluna: E o mundo continua o mesmo, só que mais perigoso

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Coluna: E o mundo continua o mesmo, só que mais perigoso

Retalhos, de quando em vez, tornam a leitura menos cansativa para a leitora e o leitor e, muitas vezes, acabam sendo mais atraentes do que matérias inteiras.

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Então, vamos lá: alguns retalhos informativos.

A bola da vez

A megalomania de Trump, sonhando em estabelecer um neoimperialismo no mundo, volta-se agora para outro território. Mais especificamente, para a Groenlândia — uma ilha gelada, a maior do planeta, que, embora autônoma,
pertence à Dinamarca. O discurso é o mesmo de sempre: proteção contra russos e chineses.

O interesse real, porém, está nas reservas de petróleo e nas terras raras. Desta vez, a ideia inicial seria a venda da ilha aos Estados Unidos. Caso contrário, Trump chegou a insinuar o uso da força, com a dominação militar do território.

Para o presidente americano, a soberania de um país parece ser apenas uma questão de dinheiro. Do jeito que vai, um dia a bola da vez pode ser o próprio globo terrestre.

“Bye bye” OTAN

Se uma eventual invasão da Groenlândia se concretizar, a OTAN — Organização do Tratado do Atlântico Norte — pode simplesmente ruir. O cenário abre espaço, inclusive, para conflitos bélicos entre seus próprios membros e, no pior dos cenários, para um confronto de escala global, algo que ninguém deseja.

A Venezuela ainda resiste

Enquanto isso, na Venezuela, tudo segue praticamente como antes. A novidade é que China e Rússia ampliaram seus contratos de compra de petróleo do país, movimento que certamente não agrada Mister Trump.

Superpotências em alerta

Diante dessas investidas — reais ou imaginadas — de Trump, as superpotências, leia-se Rússia e China, permanecem em estado de alerta. Vivemos um momento perigoso para o mundo inteiro.

Uma “puxa-saquice” descabida

Maria Corina Machado, Prêmio Nobel da Paz deste ano, visitou Trump e, em um gesto alinhado ao mais puro estilo da puxa-saquice, doou sua medalha ao presidente americano. Esperava, com isso, algum reconhecimento especial.

Qual o quê. Não entrou pela porta principal da Casa Branca, Trump não prometeu nenhuma ação concreta para restaurar a democracia na Venezuela, e Corina acabou caindo em descrédito no cenário internacional, especialmente
entre os organizadores do Prêmio Nobel. Há valores que simplesmente não cabem na política.

Enquanto isso…

O Legislativo, o Executivo e o Judiciário brasileiros vão muito bem, obrigado. Se não há dinheiro — nem vontade — para enfrentar a miséria nacional, em Brasília o mundo segue cor-de-rosa para alguns. Os poderes estão bem
aquinhoados com verbas, emendas e benesses para seus integrantes. Afinal, na capital federal, gastar é uma questão de escolha. E, pelo visto, o povão continua fora da lista dos escolhidos.

Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante kardecista cristão.

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