
Olá leitoras e leitores amigos. Em quase todos os anos que se iniciam, leio para mim mesmo um texto de Pablo Neruda como se fosse uma oração. Creio que seja exatamente isto aquilo que todos os que já viveram um bom tempinho (ou bom tempão) nesta existência gostariam que fosse doravante.
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Assim sendo, quero compartilhar com vocês o prazer deste texto, almejando que seja exatamente o que ocorra comigo, e com todos aqueles que veem a vida com a sabedoria daquele escritor maravilhoso. Aqui vai:
“Os Anos que Me Restam
Nunca tinha pensado nisso desta forma, até que uma manhã, com o café fumegando,
compreendi que os anos que tenho… já não os tenho.
Sim, soa estranho, mas é a verdade. Aqueles anos que digo ter já se foram, permanecem em
fotografias, em risos antigos, em amores que já não doem, em roupas que já não me servem e
em sonhos que mudaram de forma.
Os verdadeiros anos que tenho são os que me restam para viver, os que ainda não me viram rir
às gargalhadas, os que ainda guardam um abraço, uma conversa sob a lua ou um brinde
inesperado.
Nesta idade, compreende-se que o tempo já não se mede em velas ou novas rugas, mas em
momentos valiosos, em risos que se prolongam e em silêncios que não nos pesam.
Quero passar os anos que me restam devagar, sem pressa, com a calma de quem já não
precisa de provar nada. Já não me preocupo se o relógio está a correr. Ou se a vida mudar de
planos. Que ela siga seu curso, que mude, que me surpreenda.
Tudo o que eu quero é que os anos que me restam sejam meus, verdadeiramente meus…
vividos com a alma aberta, o coração em paz e a certeza de que tudo o que fui, com meus erros
e acertos, me trouxe até aqui.
E aqui estou eu: tomando café, observando a vida passar pela janela, grato pelos anos que já
não tenho… e abraçando com carinho aqueles que ainda viverei”. – Pablo Neruda
Pois bem, até aqui viemos e num mundo caótico, cheio de surpresas, umas agradáveis, outras tenebrosas, que doravante vivamos conosco acima de todas as companhias, e de quebra com aqueles que queremos bem e que nos querem também.
Que haja paz, haja esperança, haja sempre um bom amanhã.
Feliz 2026 a todos você.
Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante kardecista cristão.


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