A Receita Federal anunciou que, a partir de julho de 2026, os novos CNPJs passarão a ser emitidos em formato alfanumérico, com inclusão de letras. A mudança não altera registros já existentes, que continuarão válidos e sem necessidade de recadastramento.
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A medida busca evitar o esgotamento das atuais combinações numéricas. Com cerca de 60 milhões de CNPJs emitidos no país, o novo padrão amplia a capacidade do sistema sem modificar sua estrutura visual. O formato manterá os 14 caracteres e será implementado de forma gradual.
A mudança exige atenção de empresas que utilizam sistemas fiscais, emissão de notas ou softwares de gestão. É necessário atualizar essas ferramentas para reconhecer o novo modelo e evitar falhas na leitura ou cruzamento de dados contábeis.
A Receita garantiu que todos os sistemas públicos estarão adaptados até julho de 2026. Empresas privadas devem iniciar testes ainda em 2025, especialmente aquelas que atuam com alta automação tributária. A atualização também afeta o cálculo do dígito verificador, que passa a aceitar letras com base na tabela ASCII.
O novo CNPJ faz parte da base estrutural da reforma tributária e prepara o terreno para tributos como CBS e IBS, que visam simplificar o sistema. Embora discreta, a mudança é estratégica para a modernização da arrecadação no país.


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