Opinião: Logística não pode ser promessa eterna para Guarujá

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Opinião: Logística não pode ser promessa eterna para Guarujá

O debate sobre o PLI-SP 2050, apresentado pelo Governo do Estado em Santos, recoloca a Baixada Santista no centro do planejamento logístico paulista. Não é pouca coisa. A região movimenta R$ 79 bilhões do PIB e tem no Porto de Santos seu principal motor econômico. Mas, para Guarujá, a discussão precisa ir além dos números.

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Falar em novos ramais ferroviários e intermodalidade é reconhecer um problema antigo: a dependência quase absoluta do transporte rodoviário, que sufoca acessos, impacta bairros e pressiona a infraestrutura urbana. Quem vive na Cidade conhece os reflexos disso no trânsito, na mobilidade e até na qualidade do ar.

Planejamento de longo prazo é necessário. Mas Guarujá não pode ser apenas território de passagem da carga que sobe e desce a Serra. A logística precisa dialogar com a vida urbana, com o turismo e com a vocação ambiental do
município. Desenvolvimento não pode significar apenas mais fluxo de caminhões.

O Plano Estadual de Logística Integrada 2050 acerta ao propor escuta regional. O desafio será transformar diagnóstico em obras concretas, com equilíbrio entre competitividade e qualidade de vida.

O governo Farid Madi tem uma missão importante para o Planejamento, afinal, para Guarujá, logística eficiente não é só questão econômica — é questão de justiça urbana.

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Chuva recorde

Com 532mm acumulados em fevereiro — mais que o dobro da média histórica de 237mm — Guarujá enfrenta um dos meses mais chuvosos já registrados. O volume extremo expõe, mais uma vez, a vulnerabilidade das áreas de encosta
e a urgência de políticas permanentes de drenagem e contenção, não apenas ações emergenciais.

Áreas de risco

A orientação para que moradores fiquem atentos a rachaduras e sinais de deslizamento é necessária, mas revela uma realidade conhecida: milhares ainda vivem em áreas suscetíveis.

Perguntar, ofende?

A cada temporada de chuva intensa, o alerta se repete. Fica a pergunta: o avanço da urbanização irregular está sendo contido com a mesma intensidade do discurso preventivo?

Linha de frente

O telefone 199 é o canal oficial para emergências, mas vale lembrar que a eficiência do atendimento depende de estrutura, equipes e logística. Em períodos de chuva contínua, a capacidade operacional do município costuma ser colocada à prova.

Planejamento

Os 532mm registrados até agora reforçam o debate sobre planejamento urbano e investimento em infraestrutura. Obras de macrodrenagem, contenção de encostas e atualização do mapeamento de risco precisam sair do papel
antes que os índices históricos se transformem em estatísticas de tragédia.

Alô Farid!

O recado é do povo, direto e reto: “Alô Prefeito Farid: a cidade está voltando a ficar alagada com qualquer chuva. Quem vive na cidade há pelo menos uma década sabe que esse é o roteiro de uma história ruim, que nenhum cidadão
de Guarujá quer ver de novo. Se o governo não faz o básico, como vai nos preparar para o futuro?”

IML de volta

Guarujá deve retomar a realização de necrópsias no próprio município, após anos dependendo de deslocamentos para Santos e Praia Grande. A medida promete reduzir o desgaste das famílias em momentos de luto — um problema
antigo que sempre gerou reclamações silenciosas.

Avanço necessário

A volta do serviço expõe uma lacuna histórica: por que um município do porte de Guarujá ficou tanto tempo sem estrutura própria de IML? A descentralização do atendimento é vista como avanço, mas também levanta debate sobre planejamento regional e prioridades administrativas ao longo dos anos.

Responsabilidade compartilhada

O acordo envolve o Governo do Estado, a Prefeitura, a Polícia Técnico- Científica e a Universidade do Oeste Paulista (Unoeste). A parceria é apresentada como modelo pioneiro, mas o desafio será garantir funcionamento contínuo, equipe técnica suficiente e estrutura adequada após a inauguração.

Expectativa

Com abertura prevista para as próximas semanas, a iniciativa será testada na prática. A população espera que o serviço funcione de forma ágil e humanizada — especialmente em um setor que exige sensibilidade e eficiência
simultaneamente.

Causa animal

A vereadora Sirana Bosonkian apresentou projeto que cria o Cadastro Municipal de Pessoas Envolvidas em Maus-Tratos contra Animais. A proposta prevê impedir que agressores voltem a adotar ou manter animais no município.
A medida deve passar pelas comissões antes de ir à votação.

Limite de 36 horas

Outro projeto protocolado altera o Código de Posturas para proibir que animais domésticos fiquem sem supervisão humana por mais de 36 horas. A proposta mira casos recorrentes de abandono temporário e pode endurecer a
fiscalização em situações de negligência.

Recado às redes

Durante o discurso, a parlamentar criticou ataques virtuais a vereadores ligados à causa animal e pediu que denúncias de maus-tratos sejam encaminhadas diretamente aos órgãos responsáveis, em vez de ficarem apenas nas redes sociais. A fala ocorre em meio à repercussão de imagens de cães com patas quebradas que circularam na internet nesta semana.

Humanidade e voto feminino

A vereadora também associou a pauta da proteção animal à data que marca a conquista do voto feminino no Brasil, defendendo que “uma cidade justa protege os mais vulneráveis”. O discurso buscou ampliar o debate para além da causa animal, incluindo respeito às mulheres e à convivência social.

Voto feminino

O dia 24 de fevereiro lembra um marco na história política do país: a oficialização do direito ao voto feminino. A conquista foi reconhecida em 1932, com a promulgação do Código Eleitoral durante o governo de Getúlio Vargas.

Voto feminino II

A mudança permitiu que mulheres passassem a votar e também a disputar cargos eletivos, alterando de forma definitiva a composição do cenário político nacional. O direito foi resultado de mobilizações iniciadas ainda nas primeiras décadas do século 20, lideradas por grupos que defendiam maior participação feminina nas decisões públicas.

Voto feminino III

Desde então, a presença das mulheres na política brasileira avançou, ainda que de forma gradual. A ampliação dessa participação é apontada por especialistas como um fator que contribui para decisões mais representativas e para o fortalecimento da democracia.

Voto feminino IV

A data também reforça o debate sobre igualdade de oportunidades e incentivo à participação feminina em espaços de liderança, tema que segue atual mais de nove décadas após a conquista do voto.

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