Opinião: O valor de reconhecer quem constrói a cidade

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Opinião: O valor de reconhecer quem constrói a cidade

Celebrar o Mês Internacional da Mulher vai muito além de cumprir uma agenda simbólica. É uma oportunidade para reconhecer trajetórias que, muitas vezes de forma silenciosa, ajudam a construir o cotidiano das cidades.

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A iniciativa “Honraria e Exposição: Mulheres que fazem o Guarujá”, realizada no Teatro Procópio Ferreira, surge exatamente com esse propósito: dar visibilidade a histórias que ajudaram a moldar o desenvolvimento social e
humano do município.

Ao reunir mulheres que atuam em áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública, cultura e liderança comunitária, o evento também cumpre um papel importante de memória social.

Registrar essas trajetórias, transformando-as em exposição e reconhecimento público, significa valorizar exemplos que inspiram novas gerações e reforçam a presença feminina nos espaços de atuação e decisão.

Outro ponto que merece destaque é a representatividade feminina na política local. O fato de Guarujá contar atualmente com cinco mulheres no Legislativo demonstra avanços importantes na participação feminina nos espaços
institucionais.

A democracia se fortalece quando diferentes vozes, experiências e perspectivas têm lugar na formulação de políticas públicas. A posse do novo colegiado do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres também reforça esse caminho, contribuindo para que as demandas da sociedade cheguem com mais força à agenda governamental.

Reconhecer mulheres que fazem a diferença na cidade é, portanto, mais do que prestar homenagem. É reafirmar o compromisso com uma sociedade mais justa, inclusiva e plural — e lembrar que o desenvolvimento de uma cidade
também passa pelo reconhecimento daqueles que ajudam, todos os dias, a transformá-la.

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Escalada perigosa

O agravamento do conflito entre Estados Unidos, Irã e aliados no Oriente Médio acende um alerta global que vai muito além das disputas geopolíticas da região. A recente morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a forças americanas e israelenses, abriu uma crise política e militar com efeitos imprevisíveis.

Em meio à tensão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pretende ter participação na escolha do novo líder do Irã e afirmou considerar “inaceitável” a possibilidade de sucessão por Mojtaba Khamenei,
filho do aiatolá morto.

As declarações ampliaram o clima de instabilidade num cenário já marcado por ataques militares, retaliações e temor de uma escalada regional que pode afetar rotas comerciais, o preço do petróleo e a segurança internacional.

Diante de um mundo cada vez mais interligado, conflitos dessa magnitude preocupam não apenas governos, mas também sociedades que acompanham com apreensão os riscos de uma crise ainda maior.

Vivemos tempos de incerteza e nos cabe, impotentes, o apelo internacional por diálogo, moderação e caminhos diplomáticos capazes de evitar que a guerra avance sobre novas fronteiras.

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Sessão extraordinária

A Câmara Municipal de Guarujá realiza nesta sexta-feira, dia 6 de março, às 10h, uma sessão extraordinária para apreciar o projeto que altera a estrutura administrativa do Executivo Municipal. Em segunda e definitiva votação.

Reforma administrativa

A proposta prevê mudanças na estrutura organizacional da prefeitura no governo Farid Madi, redefinindo órgãos administrativos, funções de assessoramento, controle e gestão institucional. O objetivo é garantir transparência e eficiência da gestão pública. Oremos!

#ChamaEla

Durante a sessão da Câmara de terça-feira (3), a vereadora Sirana Bosonkian comentou os problemas de alagamento em bairros de Guarujá e criticou o descarte irregular de lixo em canais da cidade.

Conscientização

Segundo ela, uma limpeza realizada no canal da Avenida Leomil encontrou objetos volumosos como colchão, triciclo e sofá, o que teria contribuído para o entupimento da drenagem. “Falta conscientização e educação da população”.

Crítica sem ação

A parlamentar afirmou que muitas críticas recaem sobre os serviços contratados pela Prefeitura, mas destacou que o comportamento da população também influencia diretamente nos problemas de enchentes. “Tinha colchão,
triciclo, sofá no canal. Às vezes as pessoas apontam o dedo sem saber o que está acontecendo”, afirmou.

Cobrou alternativas

Sirana também citou mudanças urbanas e o crescimento populacional da cidade como fatores que pressionam o sistema de drenagem. Ela defendeu a conclusão de obras de retenção de água, como bolsões semelhantes ao
piscinão do bairro Santo Antônio, como alternativa para reduzir alagamentos.

Dia da Mulher

Ao encerrar, Sirana afirmou que as políticas públicas para mulheres devem ser permanentes. “A mulher quer respeito, oportunidade, segurança e dignidade. Investir em políticas para mulheres é fortalecer famílias e construir uma cidade mais justa”, declarou.

No compasso da chuva

A entrega do terminal de passageiros do futuro Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá ganhou nova previsão: agosto. A justificativa da Prefeitura é que as chuvas de janeiro e fevereiro atrasaram etapas de concretagem da obra. Ainda assim, a promessa oficial é que o aeroporto esteja pronto até o fim de 2026.

Cronograma esticado

O terminal deveria ficar pronto até março. Agora, a nova data empurra a conclusão para o segundo semestre. Embora a administração municipal diga que o cronograma geral segue preservado, o atraso reacende a dúvida recorrente na cidade: quando, de fato, o aeroporto sairá do papel.

Papelada ainda no radar

Além da obra física, o projeto depende de uma série de estudos técnicos exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para a homologação do aeródromo. Parte da documentação já foi enviada, mas ainda faltam planos
importantes, como o de proteção do aeródromo e o de auxílios à navegação aérea.

Ano decisivo

A expectativa é que 2026 seja o ano da virada para o aeroporto de Guarujá. Se o cronograma se confirmar, o terminal ficará pronto em agosto e a entrega ocorrerá até dezembro. Até lá, o projeto continua sob observação — e com a
torcida de quem espera ver o equipamento finalmente operar.

Aceg

Chamou atenção nos bastidores o fato de o projeto da nova entrada de Guarujá não ter sido apresentado inicialmente pelo poder público, mas pelo setor empresarial. A Associação Comercial e Empresarial de Guarujá articula a doação do projeto básico e do estudo de tráfego, movimento que revela a pressão crescente do setor logístico por soluções para os gargalos de acesso ao Porto.

Protagonismo

Na reunião, o presidente da Aceg, Wagner de Souza, o diretor Pablo Moreno e o presidente do Movimento Guarujá 2034, José Renato de Almeida Monte, colocaram a sociedade civil no centro das discussões de mobilidade regional.
O setor privado quer acelerar decisões que, há anos, caminham lentamente no poder público.

Estado entra no jogo

O projeto já chegou ao gabinete do secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini. A estratégia é clara: transformar a remodelação da entrada da Cidade em um projeto com potencial de concessão ou parceria,
aproximando o Governo do Estado das soluções logísticas da Baixada.

Rua do Adubo no radar

Outro ponto sensível da discussão é a possível estadualização da Rua Idalino Pinez, conhecida como Rua do Adubo, em Vicente de Carvalho. A avaliação de empresários é que a via já cumpre função logística regional e deveria sair da
responsabilidade municipal. O tema, porém, depende de iniciativa formal da Prefeitura de Guarujá para avançar.

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