A abertura de concurso para inspetor de alunos e a seleção temporária de professores pela Secretaria de Educação de Guarujá recolocam em pauta um tema que precisa ser permanente: a valorização do funcionalismo público.
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Abrir vagas, definir salários, ampliar cadastro de reserva, não é apenas cumprir uma formalidade administrativa para preencher vagas. É reconhecer a necessidade de fortalecer a rede municipal, no caso, de ensino, com profissionais preparados e selecionados por critérios técnicos.
A seleção em pauta nesta edição destaca 18 vagas imediatas para inspetor de alunos e 19 para professores da Educação Básica III, além de cadastros de reserva. Isso revela uma demanda real da estrutura educacional e um esforço de atender a sociedade.
Com a contratação, há também o desafio da valorização — que vai além do salário e passa por condições de trabalho, estabilidade, formação continuada e respeito institucional.
Investir em concurso público é investir em previsibilidade e qualidade. Ao mesmo tempo, a contratação temporária, quando necessária, deve ser conduzida com transparência e critérios claros, garantindo igualdade de oportunidades.
Guarujá precisa compreender que serviço público qualificado não é custo: é estrutura. E estrutura só se sustenta com profissionais valorizados, respeitados e bem preparados.
Valorizar o funcionalismo é, no fim das contas, valorizar a própria cidade.
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Travessia sob risco
O choque entre o navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos acende um alerta que vai além do acidente em si. A travessia Santos–Guarujá é estratégica, diária e essencial para milhares de trabalhadores. Quando uma embarcação de grande porte circula sem área de atracação definida, a pergunta é inevitável: há planejamento suficiente para evitar conflitos de rota?
Gestão e prevenção
Não houve feridos. Mas poderia ter havido. A ausência de vítimas não pode servir de atestado de normalidade. O sistema de travessias é responsabilidade do Governo do Estado e exige protocolos rígidos, integração operacional e revisão constante de procedimentos. A prevenção precisa vir antes da investigação.
Monitoramento
Após cada incidente, a população aguarda mais do que notas oficiais. Espera medidas concretas: revisão de fluxos, reforço na sinalização náutica, ajustes na coordenação entre Porto e sistema de balsas. Transparência sobre riscos e providências fortalece a confiança pública — silêncio técnico, não.
Segurança não é detalhe
A travessia não é evento eventual; é rotina diária de milhares de pessoas. O Estado precisa tratar o sistema com prioridade estrutural, não apenas operacional. Modernização, tecnologia e protocolos de emergência devem acompanhar o crescimento do tráfego marítimo no maior porto da América Latina.


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