Após dias de fortes recuos, os preços do ouro e da prata voltaram a subir na terça-feira (3). O ouro registrou a maior valorização diária desde novembro de 2008, avançando mais de 6% no mercado à vista, cotado a US$ 4.953,35 por onça.
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A alta representa uma recuperação em relação à mínima da véspera, de US$ 4.403,24, embora ainda abaixo do recorde histórico alcançado na semana passada, quando o metal chegou a US$ 5.594,82. No mercado futuro, os contratos para abril subiram 6,8%, negociados a US$ 4.968,70 por onça.
A prata teve desempenho ainda mais expressivo, com valorização de 10,8%, cotada a US$ 85,33 por onça. O avanço ocorre após perdas acumuladas de mais de 30% nos últimos pregões.
Segundo analistas, o movimento reflete um ajuste dentro de uma tendência de alta mais ampla, sustentada pelas incertezas econômicas globais, pela expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos e pela busca dos investidores por ativos de proteção.
A recente indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, no lugar de Jerome Powell, também influenciou o mercado, assim como o aumento das exigências de margem para contratos futuros de metais preciosos.
Mesmo com a volatilidade, especialistas projetam continuidade da valorização no médio e longo prazo, com o ouro mantendo seu papel histórico de proteção em cenários de instabilidade econômica e política.

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