A escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã acendeu um alerta no mercado internacional de petróleo e pode ter reflexos no Brasil.
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O foco está no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto da produção mundial da commodity. Qualquer risco de interrupção tende a elevar imediatamente o preço do barril.
Com o petróleo mais caro, os impactos podem chegar ao consumidor por meio dos combustíveis, do frete e dos custos logísticos, pressionando alimentos e outros produtos.
A tensão também aumenta a busca global por ativos considerados seguros, o que fortalece o dólar e pode pressionar o câmbio brasileiro.
Caso haja reflexo mais duradouro na inflação, o Banco Central do Brasil pode rever o ritmo de cortes da taxa Selic.
O Brasil é exportador de petróleo, mas ainda importa derivados como gasolina e diesel, o que mantém o país sensível às oscilações externas.
A intensidade dos efeitos dependerá da duração do conflito e da estabilidade no Oriente Médio.


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