A Sabesp não terá aumento real na tarifa dos consumidores em 2026, segundo nova deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). A agência autorizou apenas a reposição da inflação acumulada pelo IPCA entre julho de 2024 e outubro de 2025, de 6,11%. Mesmo com o reajuste inflacionário, a tarifa de referência ficou 15% abaixo do valor que seria aplicado caso a companhia ainda fosse estatal.
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Desde a assinatura do novo contrato de concessão, em 2024, a Sabesp ampliou significativamente os investimentos em saneamento. Entre janeiro e setembro deste ano, foram aportados R$ 10,4 bilhões, alta de 151% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No total, desde a desestatização, os investimentos alcançam R$ 15 bilhões.
A Arsesp também avaliou a chamada tarifa de equilíbrio, criada para cobrir investimentos realizados pela concessionária. Após ajustes e auditorias, o impacto no Fundo de Apoio à Universalização do Saneamento (Fausp) foi considerado praticamente nulo, de 0,026%.
Com o novo modelo regulatório, a tarifa calculada deve permanecer abaixo da que teria sido aplicada pela antiga Sabesp estatal, graças ao uso de recursos do Fausp. O fundo reúne 30% do valor arrecadado na privatização da empresa e segue recebendo dividendos do Governo do Estado.
Outro ponto destacado pela Secretaria de Meio Ambiente é a adoção do modelo “backward looking”, que só remunera a concessionária por investimentos já realizados. Segundo o Governo do Estado, a antecipação das metas deve garantir a universalização do saneamento até 2029, quatro anos antes do previsto no Marco Legal. Até outubro, 616 mil imóveis passaram a receber água potável e mais de 730 mil foram conectados à rede de esgoto.


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