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Votação Câmara Guarujá

Guarujá em Foco

Comissão Processante analisa pedido de cassação do prefeito

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Vereadores se reuniram nesta quinta-feira (23) para definir os ritos da Comissão Processante instaurada na última terça-feira para analisar pedido de cassação do mandato do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB)

A Câmara Municipal de Guarujá aprovou, por unanimidade, na Sessão Ordinária da última terça-feira (21), a instauração da Comissão Processante (CP) que vai analisar o pedido de cassação do mandato do prefeito de Guarujá Válter Suman (PSDB), citado pela Justiça Federal como líder de organização criminosa, e que teria desviado cerca de 109 milhões da área da saúde, conforme apontado pela Controladoria Geral da União (CGU).

— Leia também: Adesão ao projeto “Cidade mais verde” marca Dia da Árvore em Guarujá

Os vereadores decidiram por avaliar o pedido de impeachment do prefeito, após a leitura de denúncia com pedido de afastamento imediato, realizado pelo presidente municipal do PDT Guarujá, José Manoel Ferreira Gonçalves. Outros dois pedidos de afastamento imediato de Suman (um feito por advogados e outro pelo Podemos), foram rejeitados na mesma sessão.

Após aprovada a comissão, os vereadores terão 90 dias para concluir os trabalhos, a partir da notificação do prefeito pela Câmara e decidirão se o prefeito permanece ou não ocupando a cadeira do executivo em Guarujá. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara de Guarujá, até o fechamento desta edição, a notificação ainda não havia sido encaminhada à Prefeitura.

A Comissão Processante será formada pela vereadora Sirana Bosonkian (PTB), Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB) e Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso (PP). As prerrogativas de cada um na comissão ainda não foram divulgadas.

Plenário cheio e outros pedidos rejeitados

A 29 ª Sessão Ordinária da Câmara, que analisou os pedidos de cassação de Válter Suman, aconteceu diante de um público inquieto, portando cartazes e faixas, que ocupava apenas a metade dos assentos do plenário, devido os protocolos sanitários contra a COVID-19.

O segundo pedido de impeachment, protocolado na Casa de Leis por uma junta de advogados da Cidade, e que pedia também o afastamento da vice-prefeita Adriana Machado (PSB), foi rejeitado por 9 votos a 8.

A terceira denúncia, que também pedia a cassação do prefeito e sua vice, foi entregue à Câmara pelo presidente municipal do Podemos, Edilson Magaiver, também foi rejeitada por 9 votos a 8.

Nessas duas últimas denúncias, o presidente da Câmara, José Nilton Doidão (PSB), teve que dar o voto de desempate.

Quinze vereadores rejeitaram os três pedidos de afastamento imediato do Prefeito Válter Suman. Apenas Anderson Figueira (Podemos) e Wagner dos Santos Venuto, o Wagninho Fé em Deus, (DEM) votaram para que o tucano deixasse a administração até que se esclarecem os fatos.

Já na abertura das comissões processantes, após aceitarem em unanimidade a abertura da primeira comissão, apenas oito vereadores mantiveram o voto a favor do acatamento das demais comissões processantes.

O voto de minerva do presidente da Câmara, Doidão, aconteceu com a justificativa de que “se já temos uma comissão aberta para analisar os fatos não há necessidade de abertura de outras”, disse o presidente em plenário após o voto de desempate para a rejeição dos outros dois processos.

Saiba quem votou a favor da abertura das três comissões

Anderson Figueira (PODEMOS)
Antônio Fidalgo Salgado Neto (PSD)
Carlos Eduardo Vargas da Silva (PTB)
Marcio Nabor Tardelli (PTB)
Raphael Vitiello (PSD)
Santiago dos Santos Angelo (PROGRESSISTAS)
Walter dos Santos (PSB)
Wagner dos Santos Venuto (DEM)

Fatos da semana
– A Operação Nácar ocorrida na cidade na última semana é uma investigação tem como objetivo o combate de possíveis crimes de desvios de recursos públicos e outros crimes correlatos, praticados por grupo criminoso, inclusive, envolvendo verbas federais destinadas ao enfrentamento da pandemia da COVID-19.
– Ao cumprir os mandatos da Operação, a PF encontrou jóias e cerca de R$ 2 milhões em espécie em endereços ligados ao prefeito Válter Suman e ao secretário de Educação Marcelo Nicolau, que foram apreendidos.
– A Justiça Federal determinou o bloqueio de cerca de R$ 7 milhões em bens e valores envolvidos;
– Os advogados alegam que parte do dinheiro apreendido com o prefeito á fruto de outras atividades, e que as joias da esposa foram presentes dos filhos;
– Prefeito e Secretário de Educação foram soltos no sábado, após decisão do desembargador Mauricio Yukikazu Kato, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que concedeu aos dois liberdade provisória. A decisão permitiu que Suman voltasse ao cargo de prefeito de Guarujá.
– O secretário de Educação, Marcelo Nicolau, ainda não retornou às atividades na prefeitura, pois, segundo divulgado pela assessoria de imprensa da PMG, está de férias desde um dia antes da sua prisão.