Coluna: Alguns fatores que predispõem à depressão

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Coluna: Alguns fatores que predispõem à depressão

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A depressão é considerada um fator multifatorial, ou seja, resulta de uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Os principais indicativos podem ser genéticos, com histórico familiar de depressão; desequilíbrios neuroquímicos, que causam alterações nos níveis de neurotransmissores como serotonina e dopamina, que estão associados à depressão; e disfunções hormonais, como tireoide, depressão pós-parto e menopausa, que também podem influenciar.

»» Leia também: Coluna: Depressão – Uma visão integrativa

Os traumas na infância, como abuso físico, emocional e perdas afetivas (morte de cuidador), são fatores possíveis para a depressão. Outros fatores que podem contribuir são os padrões de pensamentos negativos contínuos, o pessimismo e a baixa autoestima.

Fatores sociais, como situações persistentes de estresse, desemprego, relacionamentos abusivos ou pressão no trabalho, também podem contribuir. O bullying é outro fator importante no desenvolvimento da depressão e da ansiedade, especialmente quando ocorre na infância e adolescência.

Ter alguns desses fatores não significa que a pessoa desenvolverá depressão. O que pode ocorrer é que alguns acontecimentos na vida do indivíduo (infância), muitas vezes, deixam traumas, onde as questões são mal resolvidas, levando a pessoa a um estado mais depressivo.

Na MTC (Medicina Tradicional Chinesa), a depressão não tem um diagnóstico fixo, como foi dito anteriormente, mas sim uma manifestação de desequilíbrios energéticos que variam de pessoa para pessoa.

Dentro de uma visão mais holística e espiritualista, a depressão é interpretada como um chamado da alma. Ela surge quando nos abandonamos, assumindo compromissos e responsabilidades que vão além do nosso alcance. Muitas pessoas sentem que são responsáveis por tudo e todos, não sobrando tempo para si mesmas.

Esse estresse crônico enfraquece o nosso sistema imunológico, deixando-nos à margem das enfermidades, como
fibromialgia, doenças autoimunes, psoríase e tantas outras.

A depressão surge como um “despertar forçado”, uma tentativa de sacudir a pessoa para que ela se reconecte com seu verdadeiro caminhar. Traumas de vidas passadas ou desta vida (humilhação, abandono, rejeição, culpa, um medo sem causa aparente) podem ficar guardados nos campos energéticos. A depressão seria um processo de purificação e cura profunda, para ser transmutada.

A nossa falta de conexão com Deus nos traz sentimentos de apatia, desânimo, e a sensação de estar sozinho. É a alma dizendo: “Não posso mais continuar desta forma.” É um chamado para mudanças mais profundas e para abrir espaço para o novo. As várias técnicas integrativas, unidas à psicanálise e à psicologia, podem contribuir para um
novo despertar.

Célia Regina Santos

é terapeuta com atendimento em acupuntura, florais e ervas medicinais.

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