
O Drex é uma nova forma de dinheiro que o Banco Central do Brasil está desenvolvendo — uma espécie de real digital, seguro e moderno. Embora pareça complicado, a ideia é simples: é como ter o real dentro do seu celular, mas com regras oficiais.
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Você pode estar pensando: “então é igual ao Pix?”. Não. O Pix é um meio de pagamento: ele movimenta o dinheiro que você já tem, transferindo de uma conta para outra. Já o Drex é um novo tipo de dinheiro, criado pelo próprio Banco Central.
Nos primeiros testes, a ideia era que qualquer pessoa pudesse usar o Drex no dia a dia: pagar, receber e até fechar acordos automáticos, como comprar um carro e o dinheiro só ser liberado quando a escritura fosse registrada. Isso se chama contrato inteligente.
Mas esse plano foi adiado. Por enquanto, o Drex só será usado entre bancos, para dar mais segurança às operações e reduzir fraudes.
O nome Drex vem de “real digital eletrônico com conexão”. Apesar de lembrar as criptomoedas, ele não é uma delas. Também não será uma forma de vigiar suas compras: a lei garante o sigilo das suas transações.
O uso popular ficou para 2026. Na primeira fase, o Drex vai ajudar em processos internos, como conferir garantias em empréstimos. Só depois poderá chegar ao comércio, como estava previsto lá no início do projeto, em 2020.
Ou seja: o Drex não vai acabar com o dinheiro em papel, e nem substituir o Pix. É apenas uma nova opção digital que o Banco Central está construindo com calma, testando segurança, privacidade e tecnologia antes de liberar para todos nós.
Fique atento(a) aos seus direitos e deveres!
Beatriz Biancato é advogada tributarista em Guarujá, com ênfase em Tributação Municipal, Autora pela Editora Dialética e Idealizadora do Projeto gratuito “Tributário Sem Mistério”, cujo acesso pode ser feito através de
www.tributariosemmisterio.com.br;


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