Os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública apontam uma queda expressiva nos indicadores de criminalidade em Guarujá: 44% menos roubos em junho, comparado ao mesmo mês do ano passado, além de
reduções em furtos e roubos de veículos.
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À primeira vista, os números reforçam a imagem de uma cidade mais segura. Mas será que a realidade das ruas confirma essa percepção?
Entre moradores, a notícia gerou descrença. Muitos questionam se a redução está de fato ligada a uma melhora concreta ou se reflete um fenômeno recorrente: a subnotificação.
É possível que parte da população tenha deixado de registrar ocorrências em delegacias, seja por desconfiança na eficácia das investigações, seja pela burocracia envolvida. Nesse cenário, menos boletins de ocorrência não
significam necessariamente menos crimes.
Por outro lado, não se pode ignorar os esforços das forças de segurança locais. A Operação Ocupação, a presença ostensiva da Guarda Municipal e as ações conjuntas com Polícia Militar e Polícia Civil têm impacto direto na
sensação de segurança, especialmente em áreas turísticas e comerciais.
Além disso, Guarujá abriga metade do maior porto da América Latina, o que atrai interesses de facções criminosas que podem deslocar suas atividades para outros focos, reduzindo a pressão sobre determinados tipos de delito
urbano.
O desafio, portanto, é interpretar os números com cautela. Antes de descredibilizar os dados oficiais, é preciso analisar o contexto: a atuação das forças de segurança, as mudanças no comportamento das organizações
criminosas e a própria disposição da população em denunciar.
Estatísticas são importantes, mas não podem ser lidas isoladamente. A cidade pode, sim, estar mais segura. Mas para que os números se traduzam em confiança, é fundamental que o debate público inclua a questão da subnotificação e que as autoridades incentivem a população a registrar ocorrências.
Só assim será possível medir com precisão o impacto das políticas de segurança e construir uma narrativa que reflita tanto os indicadores quanto a experiência cotidiana dos cidadãos.
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Requalificação
A Prefeitura de Guarujá apresentou a empresários e comerciantes o projeto de Requalificação da Orla de Pitangueiras. A proposta foi bem recebida pelo público presente e resgata, em suas linhas, referências do antigo calçadão projetado por Jaime Lerner nas décadas de 1970 e 1980.
Nova orla
O novo projeto aposta em sustentabilidade, integração ambiental e espaços voltados ao lazer, esporte e convivência, com acessibilidade e inclusão. A ideia é tornar a orla mais acolhedora e funcional para moradores e turistas.
Orçamento
Ainda em fase de adequações, a requalificação já conta com orçamento exclusivo em processo de liberação. A previsão é que as obras tenham início no primeiro semestre de 2027.
Início
A apresentação desta semana marcou o início da divulgação do projeto. Mais detalhes devem ser apresentados pela Prefeitura nos próximos dias.
Empossados
A Câmara de Guarujá homologou, na terça-feira (11), a posse dos suplentes Vinícius de Andrade Pereira, o Pescoço (PSB), e Manoel Francisco dos Santos Filho, o Nequinho (PDT). Eles assumem as vagas de Walter dos Santos e
Sirana Bosonkian, que passaram a integrar o Executivo.
Pescoço
Pescoço, de 37 anos, recebeu 1.983 votos e chega pela primeira vez ao Legislativo. Microempreendedor, é defensor da inclusão de pessoas no espectro autista. Nequinho, de 49 anos, obteve 1.771 votos e retorna à Câmara, onde já exerceu mandato entre 2017 e 2020.
Corrida eleitoral
A corrida por uma vaga nas eleições de 2026 começa a ganhar contornos em Guarujá. Para a Assembleia Legislativa, os vereadores Mario Lucio e Adriana Machado já movimentam suas bases eleitorais. De olho em Brasília, aparecem
Zagarino, Raphael Vitiello e Val Advogado.
Bairrismo segue em baixa
Por enquanto, consenso para que Guarujá volte a eleger representantes para as casas legislativas está longe de existir. Na própria Câmara, há vereadores que já assumiram compromissos com candidatos de outras cidades. A disputa
interna, portanto, começa desfavorável aos nomes locais. A pergunta é: quem vai conseguir chegar lá?
Calor no interior
O Sudeste entra em alerta para temperaturas elevadas, enquanto o litoral paulista deve ter um cenário bem diferente. O Inmet monitora uma possível onda de calor, que será caracterizada caso as temperaturas permaneçam 5°C acima da média por pelo menos cinco dias consecutivos.
Chuva no litoral
No litoral, a previsão indica muita nebulosidade e possibilidade de chuva, inclusive com trovoadas isoladas. No interior, o tempo deve continuar firme e seco. O contraste exige atenção: hidratação e cuidados com a exposição ao sol no interior e atenção às condições do tempo no litoral.
El Niño à vista
A NOAA, agência climática dos Estados Unidos, aumentou para 90% a possibilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro. A agência também aponta 69% de chance de um evento histórico, com aquecimento
superior ao observado em episódios registrados desde 1950.
De olho
O próximo boletim da NOAA está previsto para 10 de setembro. Até lá, vale acompanhar — principalmente em uma cidade litorânea como Guarujá, onde fenômenos climáticos costumam ter reflexos diretos na rotina.
Por conta do morador?
No Morrinhos, moradores da Rua Presbítero Benedito Lemos de Souza ficaram cerca de dez dias convivendo com esgoto correndo dos ramais pela rua. O problema só teria sido resolvido depois que os próprios moradores pagaram
pelo serviço.
Tarifa pra quê?
Se a informação procede, fica a pergunta: o morador paga a tarifa de esgoto e ainda precisa desembolsar novamente para ter o serviço executado? A prestação de serviços da Sabesp em Guarujá parece não encontrar limite para
gerar reclamações.
E a água?
A falta de água continua firme e forte em Guarujá. Nesta semana, mesmo com chuva, a justificativa apresentada pela Sabesp à moradores de Vicente de Carvalho para problemas no abastecimento foi a falta de energia elétrica.
Estranheza
Para uma população que já enfrenta problemas recorrentes de abastecimento, a explicação causa, no mínimo, estranheza. Chove lá fora, mas falta água dentro de casa.
Começa a campanha
A propaganda eleitoral das Eleições 2026 começa neste domingo (16), depois do encerramento do prazo para registro das candidaturas, que termina às 19 horas deste sábado (15).
Propaganda também
A partir de domingo, candidatos poderão realizar comícios, utilizar aparelhagem de sonorização dentro dos horários previstos pela legislação e fazer propaganda eleitoral na internet, inclusive de forma paga ou impulsionada. Também será permitida a propaganda paga na imprensa escrita, respeitando as regras eleitorais.
Horário eleitoral
O horário eleitoral gratuito do primeiro turno começa em 28 de agosto e será exibido no rádio e na televisão até 1º de outubro. Até lá, a campanha já estará nas ruas, nas redes sociais e, inevitavelmente, nas conversas de esquina.
Oi, sumido!
Agora começa, de fato, a fase em que o eleitor poderá conhecer — ou reencontrar — os candidatos que querem seu voto.


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