
Desde 1971 em disputa, o Campeonato Brasileiro sempre foi tido e mantido como o mais disputado do planeta bola. Após 2023, com a disputa dos pontos corridos, nada mudou, com diversos times buscando o caneco e agradáveis surpresas no caminho, como São Caetano, Atlético-PR, Guarani, Coritiba, Bangu, Sport e Bragantino, só para
ficar nos campões e vices.
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Eram 10, 12,14 equipes protagonizavam as disputas. Nem tanto pela qualidade, mas pela quantidade.
Do outro lado do Atlântico, sempre existiram monopólios. Na Espanha, Real Madri e Barcelona. Na Itália, Juventus, Milan e Inter. Na Alemanha, Bayern e Borussia e olhe lá. São diversos exemplos e que não mudam no Velho Continente.
Por aqui algumas supremacias, mas curtas. Inter nos anos 70, Flamengo nos 80, São Paulo tri nos 2000 e para por aí.
Para? Pelo jeito será bom nos acostumarmos. Palmeiras e Flamengo são protagonistas há 10 anos. Desde 2016 estão entre os três primeiros colocados na tabela, com quatro títulos do Verdão e três do Mengo.
Botafogo, Atlético-MG e Timão furaram esse monopólio, mas nem de perto seguiram dominando as classificações. E por que isso?
No time paulista, rebaixado por duas vezes, ressurgiu com austeridade financeira, apoio a divisão de base revelando e vendendo muito bem, empréstimos financeiros depois quitados por Nobre e por Leila já em um mar mais calmo e, determinante, a construção do Allianz agora Nubank Park.
A posição central do estádio junto com a modernização da Arena rende um belo aporte financeiro, com shows e eventos, além de valorizar o “Name Righnts” e a marca Palmeiras.
Na quarta, um sonoro 3 x 0 sobre o Peixe pela ida das quartas da Copa do Brasil. 3 a 0 com a “sensação” de que poderia ser 5,6, tamanha superioridade após o 1 a 0.
Antes do jogo, a despedida da “jóia” Allan, vendido ao City por 40 milhões de euros, algo como R$ 240 milhões, o que coloca o clube na rota dos 2,5 bilhões de Reais de orçamento. Superior a quase todos. Quase, pois do outro lado tem o Mengo.
Eu vi Zico, Junior, Nunes, Andrade e cia bela jogar o fino da bola. Campeão Mundial, da Libertadores, bi brasileiro. Nem por isso, para muitos, é a melhor geração Rubro Negra. Arrascaeta, Bruno Henrique, Gabigol, Pedro e muitos outros não saem dos pódios. Faltou o Mundial, é verdade, mas em todos as demais vitórias e vitórias.
Um cube semifalido, com sua gigantesca torcida e marca, mas que dentro de campo não tinha grandes méritos. Eduardo Bandeira de Melo pôs a locomotiva nos trilhos. A solução?
Se você pensou em base acertou. A mesma que protagonizou a tragédia do Ninho do Urubu, trouxe uma leva com Vinicius Junior, Felipe Vizeu, Paquetá, e outros menos cotados que renderam 1,5 bilhão aos cofres Rubro – Negros.
Contas em dia, investimentos no novo CT, craques repostos e uma coleção de vitórias, que parece interminável.
Você, amigo leitor da Golaço, acredita que algum outro time possa rivalizar com a dupla porco/urubu? Vejam São Paulo, Corinthians e Santos, devendo e vivendo Transfersbans em sequência.
Vejam Botafogo (luxando e devendo), Vasco com uma SAF pra lá de complicada e um Fluminense que parece mais sólido. Galo em crise e Cruzeiro emergente, os do Sul caindo pelas tabelas, enfim, nenhum dos outros 18 times, me parece, tem alguma condição de rivaliza-los à curto prazo.
Estamos virando um contra outro em longa e larga escala dentro e fora dos gramados.
Os demais precisam acordar com urgência, modernizar, enxugar e olhar para a base, sem vender a preço de banana, mas valorizar suas joias. Já deu certo com o dois, que dê para os demais.
Guilherme Novaes é jornalista, comentarista e colunista esportivo.


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