O sistema de pagamentos instantâneos Pix entrou no centro da disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos. Em relatório divulgado nesta semana, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirma que o modelo brasileiro favorece o Pix em detrimento de empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos.
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Segundo o documento, companhias como Visa, Mastercard e WhatsApp Pay estariam em desvantagem devido às regras estabelecidas pelo Banco Central para a operação do sistema. O órgão norte-americano argumenta que a obrigatoriedade de oferta do Pix por instituições financeiras e a gratuidade para pessoas físicas criariam condições consideradas desiguais de concorrência.
A análise faz parte de uma investigação aberta pelo governo de Donald Trump em julho de 2025 sobre supostas práticas comerciais consideradas prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos. O relatório também recomenda a adoção de tarifas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros.
Especialistas ouvidos pela imprensa econômica avaliam que a disputa envolve o mercado de pagamentos digitais, setor em que o Pix ganhou ampla adesão dos consumidores brasileiros e passou a competir diretamente com sistemas privados de transferência e cartões de crédito.
O governo brasileiro e empresas afetadas poderão apresentar manifestações até 15 de julho, data prevista para a conclusão do processo e eventual definição de medidas comerciais pelos Estados Unidos.


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