Opinião – Pedágios, TPA e Zona Azul: até onde o turista pode pagar?

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Opinião – Pedágios, TPA e Zona Azul: até onde o turista pode pagar?

Guarujá precisa organizar o trânsito, cuidar do meio ambiente e melhorar a infraestrutura para receber seus visitantes. Mas é preciso discutir a conta que será apresentada a quem escolhe a cidade para descansar, consumir e movimentar a economia local.

O pedágio para chegar à Baixada Santista já pesa no orçamento das famílias. Agora, Guarujá se prepara para implantar o projeto Roda Guarujá, semelhante à ‘Zona Azul’, com tarifa estimada em R$ 2 por hora, enquanto a Taxa de Proteção Ambiental (TPA) tem previsão de cobrança a partir de 2027. Somadas, essas medidas levantam uma pergunta necessária: o turismo da cidade comporta tantas taxas?

»» Leia também: Estacionamento rotativo divide opiniões e coloca comércio e turismo no centro do debate

Não se trata de defender a ocupação desordenada das ruas, ignorar os problemas ambientais ou aceitar que vagas públicas sejam usadas como estacionamento particular durante dias.

A rotatividade pode beneficiar o comércio, facilitar o acesso às praias e aos serviços e ajudar a enfrentar situações em que motoristas se sentem pressionados por flanelinhas. A preservação ambiental também exige recursos.

A questão é como fazer isso sem transformar a visita a Guarujá em uma sequência de cobranças.

Para o comerciante, o turista que deixa de vir ou reduz o consumo faz diferença. Para o trabalhador, qualquer nova despesa pesa no orçamento. Para o morador, é preciso garantir que medidas criadas para organizar a cidade não dificultem ainda mais a rotina. E, para quem visita Guarujá, é legítimo esperar que os valores pagos se traduzam em serviços melhores.

A rotatividade, por exemplo, não pode ser apenas uma forma de cobrar pelo estacionamento. Precisa oferecer rotatividade real, fiscalização, regras claras e alternativas que atendam às necessidades de moradores, trabalhadores e consumidores.

Da mesma forma, uma taxa ambiental precisa ter destinação transparente, resultados mensuráveis e benefícios que possam ser percebidos pela população e pelos visitantes.

Não basta justificar cada cobrança isoladamente. É necessário avaliar o impacto do conjunto sobre a competitividade turística da cidade. Afinal, Guarujá disputa visitantes com outros destinos, e o custo da viagem influencia a escolha de onde passar um fim de semana ou as férias.

A administração municipal tem a responsabilidade de explicar quanto será arrecadado, como os recursos serão aplicados, quais problemas cada medida pretende resolver e como seus resultados serão avaliados.

Também precisa ouvir comerciantes, moradores e trabalhadores antes de definir regras que podem alterar a dinâmica econômica de diferentes bairros. Organizar a cidade custa dinheiro. Mas cobrar sem planejamento, transparência e contrapartidas pode custar ainda mais, especialmente se afastar visitantes e reduzir o movimento do comércio.

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Coluna MICROS

TPA na mesa
A discussão sobre a implantação do estacionamento rotativo ocorre enquanto Guarujá também define a implantação da Taxa de Proteção Ambiental (TPA), cuja previsão de início é 2027. A proposta prevê cobrança relacionada ao tempo de permanência dos veículos na cidade, com recursos destinados à preservação ambiental, limpeza, infraestrutura turística e melhorias em áreas afetadas pelo fluxo de visitantes.

Guarutaxa
A possibilidade de novas cobranças levanta questionamentos sobre os custos de viajar para Guarujá, especialmente para famílias que chegam de carro durante as férias, além dos efeitos para trabalhadores, moradores e empresários.

Travessia e pedágio
O acesso à cidade já envolve despesas com pedágio no Sistema Anchieta-Imigrantes ou com a travessia de balsas, conforme a rota escolhida. A eventual combinação dessas despesas com o estacionamento rotativo e a futura TPA reforça a necessidade de esclarecer o alcance de cada medida e quem estará sujeito às cobranças.

TPA em 2027
A Taxa de Proteção Ambiental (TPA) de Guarujá tem previsão de começar a ser cobrada em 2027. O modelo ainda está em fase de definição, e o edital para contratação da empresa responsável pela operação deverá ser publicado em 2026.

R$ 100 milhões
A estimativa apresentada no material é de arrecadação de aproximadamente R$ 100 milhões por ano. Os recursos deverão ser destinados à preservação ambiental, limpeza, infraestrutura turística e melhorias nas áreas afetadas pelo fluxo de visitantes. As regras definitivas e os procedimentos para solicitar a isenção deverão ser observados conforme a regulamentação do sistema.

Carnaval de volta
Em meio a tanta discussão sobre taxas e impostos, uma boa notícia trouxe alegria a muitas comunidades da cidade. O Carnaval de Escola de Samba de Guarujá está de volta. A comissão de Carnaval já discute como será o grande retorno e as comunidades já estão se organizando.

Na avenida
Para dar mais visibilidade ao carnaval de Guarujá, o Estância desembarca na avenida e em breve vamos trazer programas sobre Carnaval. Aguardem e acompanhem!

Festival
Durante o último fim de semana, cerca de 35 mil pessoas passaram pelo Festival Italiano e Festival do Morango, na Praça Horácio Lafer. Realizado pela primeira vez na Cidade, as festividades trouxeram a tradição do norte ao sul da Itália com gastronomia, apresentações culturais e música ao vivo.

Mamma mia!
Entre massas, pizzas, gelatos e outros pratos típicos, o festival proporcionou às famílias uma experiência diferente: conseguir pagar para provar essas delícias. Não foram poucos os relatos de que o evento praticou preços além do aceitável para os pratos e porções oferecidos. Mamma mia!

COMSEA
O Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Guarujá (COMSEA) iniciou uma nova etapa de organização com a posse dos representantes e a escolha da diretoria. Flavia Valentino, que também integra o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de São Paulo (CONSEA-SP), foi eleita presidente, e Rita Passos assumiu a vice-presidência.

De Guarujá
Tatiana Macedo tomou posse como titular, representando o Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Guarujá (CONDESG), tendo Wagner Ramos como suplente. A primeira reunião de trabalho está prevista para 10 de novembro, às 9 horas, em local ainda a ser definido.

Simpósio internacional
A Unaerp Guarujá realiza, de 26 a 28 de outubro, a 23ª edição do Simpósio Internacional de Ciências Integradas (SICI). O encontro reúne estudantes, professores e pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com programação híbrida que inclui palestras, mesas-redondas e apresentações de trabalhos científicos pelo Google Meet. As inscrições para quem deseja acompanhar as atividades como ouvinte seguem abertas até 25 de outubro, pelo site oficial do evento. Todos os participantes recebem certificado.

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