Coluna: Quem quer viver mais ?

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Coluna: Quem quer viver mais ?

O jornal OUL trouxe na segunda feira, dia 6, uma matéria interessante sobre longevidade. O Japão tem a maior concentração do mundo de pessoas com mais de 100 anos, cerca de 98 mil indivíduos centenários. Aliás, a idade média de vida no Japão é de 84,5 anos, sendo 81,09 anos os homens e 87,45 anos as mulheres.

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E isso se deve a quê? Primeiro, a uma dieta predominantemente de peixes, depois legumes e verduras, frutas. Pouca carne vermelha e baixa obesidade. Isto é, caminhadas diárias, compras do cotidiano sempre feitas a pé e calma, paciência no dia a dia, um hábito milenar dos povos orientais.

E uma coisa interessante, a música no ambiente caseiro, mas não a pauleira moderna, ou o funk e etc. A música japonesa é lenta, para nós até chata, mas traz paz de espírito.

Algumas regras adotadas tanto para a vida social ou empresarial fazem parte da rotina do ser humano no Japão.
O Ikigai: a razão de viver; Propósito: Encontrar um propósito de vida claro e que traga satisfação. Como a alegria nas
tarefas: sentir prazer no que se faz.

E o Kaizen: a melhoria contínua, de que forma? Nos pequenos passos: Focar em pequenas mudanças e melhorias constantes, em vez de grandes objetivos assustadores. O Kaizen não se restringe só ao trabalho, mas se aplica à saúde, vida pessoal e relacionamentos. E mais, cultuar hábitos saudáveis, valorizar a natureza, e não comer com
exagero.

Enganaram-se aqueles que pensavam que o Japão, depois de ser dizimado por duas bombas atômicas lançadas pelos americanos na segunda guerra mundial, cujos efeitos da radioatividade ainda existe, terminariam com a evolução do país.

E mais, apesar da influência americana, quando do projeto Marshal que ajudou a erguer o Japão fosse acabar com a tradição japonesa. Os quimonos não são usados junto das calças jeans, o fast food não acabou com o sushi, e os hábitos familiares diferem muito do que o americano adota.

Lá, o respeito aos mais velhos é fundamental, a obediência à experiência dos antigos é aproveitada pelos mais jovens. A tradição não morreu e os valores ancestrais ainda são respeitados.

O tema é interessante, porque diverge da nossa maneira de viver e de forma totalmente oposta.. Assim, vamos voltar ao assunto, porque talvez seja de interesse de pessoas saber que ainda há países que valorizam a vida de forma diferente do que vemos por aqui.

Dados sobre quantos anos de vida vive o brasileiro? Quantos anos viveram os seres humanos em tempos passados? Como melhorar isso? As respostas para as perguntas acima ficarão para a semana que vem.

Um conselho apenas, use o Ikigai, o propósito de viver, e o Kaizen, a melhora contínua do ser humano, como um exercício, nem que seja nesta semana para testar o valor, e na próxima edição continuaremos.

Tudo bem? Espero por você… melhorado.

Sérgio Motti Trombelli é professor universitário e palestrante kardecista cristão.

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