Um plano em estudo pode viabilizar a correção dos prédios inclinados em Santos, problema que atinge mais de 300 condomínios na cidade.
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A proposta envolve a Prefeitura, a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (ACOPI) e o BNDES, que analisa a criação de um modelo inédito de financiamento para viabilizar as obras.
Hoje, não há risco imediato aos moradores, mas especialistas alertam que a estabilidade das estruturas não é garantida a longo prazo.
A inclinação dos prédios está ligada às características do solo da cidade e às técnicas de construção utilizadas entre as décadas de 1950 e 1980.
Estudos recentes apontam que é possível corrigir o problema com técnicas de engenharia, como uso de estacas e macacos hidráulicos para reaprumo das estruturas.
Um dos exemplos é o edifício Núncio Malzoni, que teve a inclinação corrigida nos anos 2000.
O custo estimado das obras varia entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões por prédio, o que torna o financiamento essencial para viabilizar o projeto.
A proposta prevê que a Prefeitura atue como garantidora junto ao banco, permitindo que os condomínios tenham acesso ao crédito.
O modelo ainda está em estudo e depende de novos levantamentos técnicos e jurídicos para sair do papel.


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