A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o dolutegravir, principal medicamento utilizado no tratamento do HIV no Brasil e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, o início do fornecimento depende apenas da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
»» Leia também: Gasolina passa a ter 32% de etanol
Mais de 770 mil pessoas vivem com HIV e utilizam o medicamento no país. O processo de nacionalização da produção começou em 2020, por meio de um acordo entre a Fiocruz, por meio de Farmanguinhos, e a farmacêutica ViiV Healthcare.
Desde então, o instituto investiu na adaptação da fábrica, aquisição de equipamentos, capacitação de profissionais e adequações técnicas para produzir o medicamento no Brasil. Três lotes já foram fabricados e validados e poderão ser distribuídos ao SUS após a liberação da Anvisa.
Desde 2022, Farmanguinhos já é responsável pela distribuição do dolutegravir produzido pela fabricante internacional ao SUS, somando mais de 739 milhões de cápsulas fornecidas. Em 2025, o instituto também passou a realizar o controle de qualidade do medicamento.
Além da versão atual, a Fiocruz trabalha para internalizar a produção do dolutegravir combinado à lamivudina, outro tratamento disponibilizado pelo SUS. A expectativa é que essa etapa seja concluída em 2027.
Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o dolutegravir é considerado um dos medicamentos mais eficazes no combate ao HIV por reduzir a carga viral, fortalecer a imunidade e retardar a progressão da doença.


COMENTÁRIOS