Os caminhoneiros autônomos da Baixada Santista encerraram a paralisação no Porto de Santos após o Senado Federal aprovar a Medida Provisória (MP) do Frete, que altera as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. A proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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O movimento, iniciado na segunda-feira (13), foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos). A categoria pressionava o Senado para votar a medida antes do fim de sua validade.
Segundo o sindicato, a paralisação foi encerrada na noite de terça-feira (14), permitindo a retomada das operações no Porto de Santos.
Durante os dois dias de protesto, houve bloqueios parciais de vias de acesso ao complexo portuário e reflexos no trânsito de caminhões nas rodovias que ligam a região aos pátios reguladores.
A aprovação da MP mantém as regras para o piso mínimo do frete e amplia as punições para empresas que descumprirem a legislação. O texto, porém, retirou a previsão de um piso salarial mensal de R$ 5 mil para caminhoneiros, incluída anteriormente pela Câmara dos Deputados.
Durante a manifestação, um caminhoneiro ficou ferido após ser atingido por um soco durante uma abordagem policial. A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso é apurado e que as imagens das câmeras corporais dos policiais serão analisadas.


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