A alta internacional do petróleo pode gerar uma receita extra de até R$ 40 bilhões para o governo federal em 2026. A estimativa considera um cenário conservador adotado pela equipe econômica diante das incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
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Apesar do avanço na arrecadação, integrantes do governo defendem cautela para evitar a sensação de folga fiscal e o aumento de pressões por novos gastos ou benefícios setoriais.
O valor oficial ainda será fechado no relatório bimestral de receitas e despesas, previsto para ser divulgado nesta semana. Segundo integrantes da equipe econômica, a arrecadação ligada ao petróleo já apresenta crescimento relevante neste ano.
Nos bastidores, o governo teme que uma expectativa excessivamente otimista provoque novas demandas no Congresso e em setores da economia, como o agronegócio, além de dificultar o cumprimento da meta fiscal.
Outro ponto de preocupação envolve os impactos prolongados da guerra sobre a inflação. O aumento do petróleo também afeta custos logísticos, combustíveis e insumos agrícolas, pressionando preços em diferentes áreas da economia.
Recentemente, o governo anunciou medidas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis, com impacto estimado em R$ 13 bilhões em dois meses. Caso o cenário internacional permaneça instável por mais tempo, os gastos podem ultrapassar R$ 30 bilhões.
A equipe econômica também já trabalha com a possibilidade de cortes menores na taxa de juros ao longo do ano, diante dos riscos inflacionários.


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