As chamadas canetas emagrecedoras, usadas em tratamentos para perda de peso, já provocam efeitos que vão além da área da saúde e começam a aparecer em diferentes setores da economia.
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Um estudo realizado com famílias dos Estados Unidos apontou que, após seis meses de tratamento, os gastos com supermercado caíram 5,3%, em média. As despesas em fast-foods, cafeterias e restaurantes de serviço rápido recuaram cerca de 8%.
O impacto também aparece em economias nacionais. Na Dinamarca, o setor farmacêutico, impulsionado pelas vendas desses medicamentos, respondeu por aproximadamente metade do crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023.
Segundo o Banco Central dinamarquês, sem o avanço do setor farmacêutico, a economia do país teria ficado praticamente estagnada naquele ano.
Outros efeitos ainda estão sendo estudados. Uma projeção estima que passageiros 10% mais leves poderiam reduzir em até 1,5% o consumo de combustível dos aviões.
A mudança nos hábitos alimentares também pode atingir segmentos como alimentação, transporte, varejo e indústria farmacêutica.
Os números mostram como a popularização dos medicamentos para emagrecimento começa a produzir efeitos econômicos mensuráveis, embora parte das projeções ainda dependa de novos estudos.


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