Coluna:  Pílulas da semana do Adeus de Depay

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Coluna: Pílulas da semana do Adeus de Depay

Semana agitada no mundo esportivo. A bola não parou no Brasileiro, Liberta, Sulamericana e teve sorteio da Copa do Brasil. Motivos de sobra para análises, mas assuntos secundários perto da saída de Depay do Timão.

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Fim de novela sem final feliz para a Fiel e, pelo jeito, longe de terminar em paz. Se fosse uma trilogia, a primeira parte seria a Paixão. Conversinhas a pé de orelha, xavecos e namoro consolidado.

A segunda, o êxtase. Memphis Mania instaurada com as faixas na cabeça, tranças e um futebol diferenciado, com o “trio dos sonhos” com Garro e Yuri. Títulos, gols e assistências. Pareciam uma para o outro. Mas…. o sonho custa
caro.

O “eu quero” e o “eu posso” nem sempre andam juntos e na renovação dos votos, a realidade veio à tona. O tal casal sensacional não era tanto assim. Aí vem a terceira parte, o fim!

Renovação que se arrastou por meses. Lesões, Copa do Mundo e até um contrato de produtividade foi aventado. Baixa salarial pedida, contraproposta não aceita e as manchetes estampam: “Memphis deixa o Timão e aciona a
justiça para receber os atrasados”.

Primeiro 77 milhões. Depois li que o valor chega a 120. De todo modo, em um clube que vive ‘transferban’, tem suas contas apertadas e sufocadas há anos e dirigentes em volta de acusações de trapaças financeiras e morais, é uma
bomba atômica.

Memphis saiu atirando para todos os lados. Mais do que indignação, creio ter sido uma oportunidade ímpar na carreira do maior artilheiro holandês com sua seleção.

Convenhamos, ele estava em baixa na Europa e achou no futebol brasileiro uma mina de ouro nos valores, nos bônus por títulos e se manteve em alta com o então técnico Ronald Koemam e foi ao Mundial.

No fim, brigas pelas redes sociais, brigas na imprensa e uma batalha jurídica que terá começo em breve, sem nenhuma perspectiva de final feliz.

No Brasileiro, o Peixe foi derrotado em casa pelo Furacão, voltou a zona da degola e agora enfrenta o também, muito ameaçado, Vasco, fora. Mais uma derrota e a degola parecerá cada vez mais próxima.

Final de ano tem eleições e a Vila já fervilha após três anos difíceis de Marcelo Teixeira. No Palmeiras um empate contra o Inter e outro contra o Cerro ascenderam um sinal amarelo que há muito estava desligado por lá.

Por aqui, seis pontos a frente do Fla, com um jogo a mais e um confronto direto, podendo ser reduzida a nada esta diferença.

Sábado o adversário é o Flu e na quarta a decisão no Paraguai. Já no meu Tricolor… ô dó. Arrisco dizer que numa fase pior do que os dos demais grandes do Estado. Rumo ao inédito rebaixamento. Espero estar errado, mas eles não
me deixam ter esperança.

COPA DO BRASIL

Três clássicos regionais nas quartas de final da Copa do Brasil garantirão emoções até a decisão. De um lado, Inter x Grêmio encarará o vencedor de Galo x Cruzeiro. No outro, Vasco e Vitória (azarões numa semifinal) pegam
quem passar do clássico paulista entre Verdão e Peixe.

Meu palpite? Palmeiras x Cruzeiro se o esporte mais ilógico praticado seguir alguma lógica.

Guilherme Novaes é jornalista, comentarista e colunista esportivo.

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