Um estudo do Observatório de Infraestrutura do IBI aponta que o Porto de Santos cobra, em média, 21,5% a mais nas taxas de movimentação de contêineres em relação a outros terminais do país.
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A cobrança, chamada de THC, incide sobre operações como transporte e armazenamento de cargas dentro do porto. O impacto se reflete no custo final de produtos importados e exportados.
Segundo o levantamento, o principal motivo do encarecimento é o congestionamento. O porto opera acima da capacidade, com filas de navios maiores que a média nacional, o que pressiona os preços.
Santos é o maior terminal do Brasil e concentra cerca de 27% da movimentação de contêineres. A alta demanda, sem expansão proporcional da estrutura, contribui para o aumento dos custos.
O estudo indica que, a cada aumento no tempo de espera, as taxas também sobem, tornando o problema estrutural.
A ampliação da capacidade é apontada como solução. Projetos como o Tecon Santos 10 podem reduzir significativamente os custos, caso saiam do papel.
Especialistas alertam que o impacto vai além do setor logístico, influenciando preços de produtos e a competitividade do comércio exterior brasileiro.


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