
Estamos a poucos dias da estreia do Brasil contra Marrocos. E já começamos a entressafra da parada dos clubes para o Mundial. Certamente a saudade irá afetar os torcedores apaixonados pelo seu time do coração. Pera ai… saudades ou alívio?
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Se você for palmeirense, ficará na lembrança os gols, as vitórias e o embalo que o time de Abel segue tendo, após anos de sucesso. 41 pontos, 12 vitórias e uma única derrota. Sete pontos que podem cair para quatro com um jogo a
menos do Mengo.
Numa situação lógica, onde os dois gigantes não “deveriam” perder pontos, os 3 x 0 no Maracanã abre uma enorme vantagem aos palestrinos, que, por exemplo, em caso de um empate entre ambos no Allianz, ainda podem se dar
ao luxo de dois tropeços para não ser ultrapassados.
Uma situação cômoda e corriqueira de um clube rico, estruturado e que nada de braçadas a frente dos seus rivais paulistas.
Em ascensão, numa campanha de 9 vitórias, 2 empates e 7 derrotas, o Bragantino é o segundo melhor no Estado. Com Isidro Pitta em boa fase, a arrancada antes da parada vai de 12 pontos em 15 disputados, alavancando a
equipe a 5ª posição na Pré Libertadores.
Situação que o São Paulo esteve desde a primeira rodada, mas o pífio time de Dorival Junior conquistou 2 dos 15 e despencou para a 8ª colocação, numa espécie de “Mata Burro”, cinco atrás do Furacão, quarto colocado, e cinco a
frente do Vasco, o primeiro do Z4, faixa onde está merecendo estar.
Situação incômoda que nem Timão, nem Peixão estarão vivendo nos 50 dias de paralisação. O Corinthians com 24, embalado, sonha com novos triunfos e parece ter deixado o sufoco para trás, no embalo de Diniz, após bons jogos
contra o Galo e contra o Grêmio, fora.
Já o Alvinegro Praiano se recuperou contra o Vitória e deixou a degola. Tem muito o que melhorar e sempre vive a novela Neymar, ainda mais agora pós Copa, onde o futuro do craque está indefinido. Fica, sai, joga, não joga… muitas variáveis e poucas soluções em meio a um ambiente político explosivo.
Por fim, lá no fim da tábua de classificação, o simpático Mirassol que teve um início péssimo, um meio e final de turno, mais ou menos, com variações seguidas.
Em 22 de julho a bola voltará a rolar em nossos gramados. Contratações, saídas e especulações fazem parte dessa pausa. Tudo para manter corações e mentes na paixão nacional.
Guilherme Novaes é jornalista, comentarista e colunista esportivo.


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