
Prezado leitor, o governo federal decidiu renovar a cota que permite a importação de determinados veículos elétricos e híbridos com redução ou isenção de tributos, afirmando que a medida busca garantir preços mais competitivos ao consumidor brasileiro.
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Na prática, estamos diante de um desafio comum da política tributária: equilibrar dois objetivos que nem sempre caminham juntos. De um lado, o consumidor deseja veículos mais baratos e maior concorrência. De outro, o governo procura estimular a produção nacional, gerando empregos e atraindo investimentos para a indústria automotiva
brasileira.
Para entender melhor, imagine uma loja que vende um produto fabricado no Brasil e outro importado. Se o governo aumenta os tributos sobre o produto estrangeiro, ele fica mais caro e o nacional ganha vantagem na disputa pelo consumidor.
Com os carros elétricos acontece algo parecido: a tributação pode ser usada para incentivar a fabricação local ou para facilitar o acesso dos consumidores a veículos importados.
A questão é que os tributos influenciam diretamente os preços. Quando a importação fica mais cara, parte desse custo costuma chegar ao comprador final. Já a manutenção de cotas com tributação reduzida ajuda a aumentar a concorrência e pode evitar reajustes mais elevados.
Para quem pensa em comprar um carro elétrico, a discussão vai muito além da sustentabilidade. Ela mostra como os tributos podem ser usados não apenas para arrecadar recursos, mas também para influenciar a economia e até o preço que pagamos por determinados produtos.
Fique atento(a) aos seus direitos e deveres.
Beatriz Biancato é advogada tributarista em Guarujá, Mestre em Direito com ênfase em Tributação Municipal, Autora pela Editora Dialética e Idealizadora do projeto gratuito “Tributário Sem Mistério”, disponível em www.tributariosemmisterio.com.br.


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