FLAMENGO X PALMEIRAS – DE NOVO

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FLAMENGO X PALMEIRAS – DE NOVO

Que Estudiantes! Que Fluminense! Que nada! A lógica também faz parte do futebol e, novamente, Flamengo e Palmeiras duelarão em Montevídeu pela Glória Eterna da decisão da Libertadores 2026.

Escrevo, atrasado para variar, na quinta às 14h21, bem antes do jogo do Maracanã. Mas tirando a improvável zebra, posso cravar mais um duelo Brazuca.

Aliás, quem diria… há uma década apanhávamos nos títulos para os argentinos e atualmente estamos em 25 para casa, já desde que a final foi transformada em partida única, em 2019, nunca mais perdemos.

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E desses, o time carioca levantou três vezes a taça e o paulista: duas.

O tira teima não tem favoritos destacados. Num chute, digo 60% a 40% ao Rubro Negro mas não da pra desconsiderar o ‘papa-títulos’ Abel Ferreira.

Esse portuga tem o DNA dos vencedores. Quando acha que a casa caiu, lá vem um alicerce, e cresce mais um andar. Vai lá, ganha do Flu no Maraca e perde em casa. Em uma equipe “menos vitoriosa”, o Fla Flu tava garantido. Mas no Alviverde, a Fênix Lusitana voa alto.

Três batidas no meio do gol. O veteraníssimo Fábio passando a centímetros e as redes estufando. Qualquer um que entende um pouco de futebol sabia que Carlos Miguel iria defender uma cobrança mal feita e assim se foi.

Nonato, atrasou a bola e o gigante voou para classificar o Verdão a sua oitava decisão continental, recorde no Brasil, e em busca do Tetra, se juntando, justamente ao lado do seu adversário, ultrapassando o Santos de Pelé e Neymar e o Tricolor de Raí e Ceni, com três.

Só precisa avisar o Flamengo. No primeiro turno, em pleno Mário Filho, massacre Verde por 3 a 0. Outra época e outra situação moral. Em um elenco onde De la Cruz, Luis Araújo, Valera, Ayrton Lucas, entre outros que seriam titulares em 98% dos times do país e são opções, mostra a força e dá uma tranquilidade ao técnico Leonardo Jardim pra reverter situações não favoráveis.

Olhar para a linha lateral e ver a placa subindo para, por exemplo, sair Pedro e entrar Bruno Henrique, Lino por Plata, Luis Araújo por Carrascal e assim por diante, deve dar um trevo na cabeça do técnico adversário, sem as mesmas opções de qualidade entre seus reservas.

As duas melhores equipes, os melhores elencos, os mais ricos, os que tem orçamentos gigantes, que mais revelam e vendem bem suas estrelas da base, que dão continuidade ao estilo de jogo sem mudar a filosofia a mercê de treinadores, os melhores patrocínios, os melhores dirigidos, as camisas mais caras e, ufa, os mais acostumados a decidir chegam ao troféu, merecidamente.

Nada é por acaso. Planejar e executar é para poucos, ainda mais com muito dinheiro investido.

NINGUÉM FALA DO ESPORTE

Neste domingo decidiremos a vida do país para os próximos quatro anos. Muitas promessas e acusações, muitas jogadas e trapaças, muitas expectativas no novo e na manutenção do mesmo. Em comum, 0 (ZERO) debates e propostas para o esporte, o menos importante das coisas importantes do nosso cotidiano. Que quem assuma ou reassuma, olhe com mais carinho a base, o aprendizado, às aulas de educação física, enfim, mas se mexer, e escolher direito.

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