
Resta saber se o espanhol será da Cataluña ou da grande Buenos Aires ou se o irmãozinho figuraça de Yamal seguirá rindo e encantando ou abrirá um berreiro com a vitória do Gênio Messi e cia?
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Fato é que a decisão da Maior Copa de Todos os Tempos traz justiça ao Estádio de Nova York. De um lado a Bi Campeã da América, maior recordista do Continente e atual do Mundo. Do outro a atual Campeã Europeia e maior recordista do Continente.
Honestamente apanhei muito com os prognósticos nesse Mundial. Quando achava que ia, não ia. Agora não dá! Dava! Um Mundial decidido nos acréscimos, nos detalhes e na força física e técnica ao mesmo tempo, quase na mesma proporção.
Orgulho de que na Golaço de 12/06, data seguinte da Abertura da Copa entre México e África do Sul, palpitei os semifinalistas: “Os semifinalistas desde já: Argentina, França, Espanha e Brasil”. Se Vini Jr não pipocasse…
Voltando à final, vamos hablar sobre a Espanha.
Vice Campeã Olímpica de 2020 (disputada em 2021). Brasil 2 x 1 na final. Sabe qual o time? Unai Simón; Óscar Gil, Eric García, Pau Torres e Cucurella; Zubimendi, Mikel Merino e Pedri; Marco Asensio, Dani Olmo e Mikel Oyarzabal.
A equipe vice campeã da Liga das Nações (5 a 3 Portugal nos pênaltis): Unai Simón; Carvajal, Le Normand, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Nico Williams, Morata e Lamine Yamal.
E por fim, o time que desfilou sobre a França: Unai Simón; Pedro Porro (Llorente), Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Alex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres).
Ou seja, uma equipe que de 2020 a 2026 teve uma base e o técnico Luis de la Fuente como incentivador da garotada do vice olímpico, da Euro, da Liga e da decisão da Copa. Desde Tóquio até New Jersey oitos dos 11 titulares estão se repetindo, sem contar o rabiscador Yamal, que deu um toque de irreverência ao futebol padrão espanhol.
Uma seleção que quase não toma gol, não sofre, com maciça posse de bola e um ataque que não perdoa, mesmo sem ser tão presente como o Argentino, o melhor do Mundial até agora.
E por falar nos Hermanos, o que falar? Dio é Argentino? Vi Pelé, maioria por vídeo, vi Maradona, até então o maior argentino, e outros tantos, Zico, Fenômeno, Romário, Careca, CR7 e tantos outros gênios da bola, mas o Messi é demais.
O cara apanha, apanha, levanta, corre duas, três prorrogações seguidas aos 40 anos, e marca 8 gols, dá quatro assistências e lidera uma Argentina que se recusa a sair derrotada. Um craque com sangue nos olhos e eternizado, independentemente do resultado de domingo.
Maior artilheiro de todos os tempos com 21 gols em Mundiais (seis) , mesmo que devendo ser passado por Mbappé 20 em (três), sairá consagrado nos palcos da bola ainda mais do que entrou.
Queria cravar o bi da Espanha. Mas não tenho coragem. Infelizmente para nós dará Messi, dará Argentina e a demonstração de que talento, raça e alguma catimba e anti futebol ainda dão resultados.
Pra cima Hermanos, Tetracampeões Mundiais!
Guilherme Novaes é jornalista, comentarista e colunista esportivo.


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